Trump garante que tensão com Starmer não afetará visita do rei Charles III

Presidente americano descreveu monarca britânico como um "amigo" e "pessoa fantástica" antes de visita de Estado aos EUA que deve ocorre no fim de abril

Sophie Tanno, da CNN
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insistiu que seu atual relacionamento tenso com o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, não ofuscará a visita de Estado do rei Charles III no fim deste mês de abril, descrevendo o monarca como um "grande cavalheiro" durante uma entrevista à emissora Sky News na terça-feira (14).

"Ele é um grande cavalheiro, um amigo meu, uma pessoa fantástica", declarou ele, pouco depois do Palácio de Buckingham anunciar os detalhes da visita.

Charles fará sua primeira visita aos Estados Unidos como monarca ao lado da rainha Camilla no fim deste mês, em uma viagem que os levará a Washington D.C., Nova York e Virgínia, além de compromissos para marcar o 250º aniversário da independência americana.

 

Questionado se a atual tensão com Starmer poderia ofuscar a visita real, Trump insistiu que “de forma alguma”.

As relações têm estado tensas refletindo uma situação mais ampla entre o governo americano e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), já que os Estados-membros se recusaram a se envolver diretamente na guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, o que levou o presidente americano a criticar duramente a aliança.

O relacionamento direto entre Trump e Starmer também está tenso desde que o Reino Unido inicialmente recusou o pedido do presidente americano para usar bases militares britânicas em operações ofensivas contra o Irã, que o país considerou ilegais.

Na mesma entrevista ele também declarou: “Gosto do Starmer, mas acho que ele cometeu um erro trágico ao fechar a exploração de petróleo no Mar do Norte”, referindo-se à proibição, imposta pelo atual governo trabalhista, de novas perfurações no Mar do Norte por motivos ambientais.

Trump também reiterou sua posição de que o Reino Unido não esteve presente “quando precisamos deles”.

O presidente americano pareceu lançar uma ameaça ao acordo comercial EUA-Reino Unido, dizendo que “fizemos um bom acordo com eles” e que ele “sempre pode ser mudado”.

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