Trump minimiza divulgação de fotos com Epstein: "Não é nada demais"

Presidente dos EUA aparece em três novas imagens divulgadas pela Câmara à medida que se aproxima o prazo para ampla divulgação dos documentos relacionados ao caso

Da Reuters
Presidente dos EUA, Donald Trump.
Presidente dos EUA, Donald Trump.  • REUTERS/Brian Snyder
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O presidente dos EUA, Donald Trump, minimizou a divulgação de novas fotos que o mostram ao lado de Jeffrey Epstein, dizendo que as imagens "não eram grande coisa".

"Todo mundo conhecia esse homem", disse Trump a repórteres na Casa Branca nesta sexta-feira (12). "Ele estava por toda Palm Beach. Ele tem fotos com todo mundo. Quer dizer, quase todo mundo... existem centenas e centenas de pessoas que têm fotos com ele."

Mais cedo, democratas do Congresso americano divulgaram 19 novas imagens do acervo do falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein, incluindo fotos do atual presidente Donald Trump, à medida que se aproxima o prazo para a ampla divulgação de documentos relacionados ao financista condenado por tráfico sexual.

O presidente americano aparece em três das fotos compartilhadas pelos democratas do Comitê de Supervisão da Câmara, que disseram estar analisando mais de 95 mil imagens produzidas pelo espólio.

 

Em uma foto em preto e branco, Trump aparece sorrindo com várias mulheres — cujos rostos foram ocultados — de cada lado dele.

Uma segunda imagem mostra o líder republicano em pé ao lado de Epstein, e uma terceira, menos nítida, o mostra sentado ao lado de outra mulher, cujo rosto também foi ocultado. Não ficou claro quando ou onde as fotos foram tiradas.

O escândalo Epstein tem sido uma dor de cabeça política para Trump há meses, em parte porque ele amplificou teorias da conspiração sobre o caso para seus próprios apoiadores. Muitos eleitores de Trump acreditam que funcionários de seu governo acobertaram os laços de Epstein com figuras poderosas e obscureceram detalhes sobre sua morte, considerada suicídio, em uma prisão de Manhattan em 2019.

Em julho, o Departamento de Justiça afirmou que não havia provas que justificassem a investigação de terceiros no caso Epstein e que não havia encontrado nenhuma "lista de clientes" ou pessoas que pudessem estar envolvidas em tráfico sexual, nem qualquer evidência de que Epstein tivesse chantageado alguém.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada esta semana revelou que apenas metade dos republicanos aprova a forma como Trump lidou com o caso Epstein, um número bem abaixo de sua taxa de aprovação geral de 85% dentro do próprio partido.

Trump e Epstein foram amigos durante os anos 1990 e início dos anos 2000, mas o presidente americano afirma ter rompido os laços antes de Epstein se declarar culpado de acusações de prostituição.

O líder republicano tem negado consistentemente ter conhecimento dos abusos e do tráfico sexual de meninas menores de idade cometidos por Epstein.