Venezuela classifica apreensão de petroleiro pelos EUA como "ato covarde"
Ação representa a primeira medida conhecida do governo Trump contra uma embarcação venezuedlana desde que ordenou um significativo reforço militar na região

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, criticou a apreensão de um petroleiro pelos EUA no Caribe como um "ato de pirataria", nesta sexta-feira (12), enquanto as forças militares do país realizavam exercícios.
Em um evento do Comando de Defesa Aeroespacial, Padrino classificou a apreensão como "um ato grosseiro e grotesco de roubo, um ato covarde que usa a força para se apropriar de coisas que não lhes pertencem".
A repreensão ocorreu dois dias depois de os Estados Unidos terem apreendido um navio-tanque carregado com petróleo venezuelano na costa, na quarta-feira (10), marcando a primeira apreensão de petróleo bruto venezuelano desde a imposição das sanções em 2019.
Essa ação representa a primeira medida conhecida do governo Trump contra uma embarcação relacionada à Venezuela desde que ordenou um significativo reforço militar na região.
A apreensão ocorre em meio a tensões crescentes, com o presidente americano sugerindo repetidamente a possibilidade de intervenção militar dos EUA na Venezuela.
Os EUA realizaram diversos ataques contra embarcações suspeitas de tráfico de drogas nas últimas semanas, aumentando as preocupações sobre a expansão das operações militares no Caribe.
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