Trump participará de conversas sobre a Guerra na Ucrânia com a Europa
Iniciativa foi conduzida pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, e prevê a participação de Zelensky nas negociações de paz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará de conversas virtuais sobre a Ucrânia na quarta-feira (13), informou um funcionário da Casa Branca à CNN.
A iniciativa foi conduzida pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, que planejava reunir Trump, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus para se preparar para "possíveis negociações de paz" e potenciais "reivindicações territoriais".
"As conversas se concentrarão em novas opções de ação para pressionar a Rússia", disse o governo alemão.
Merz convidou os líderes da França, Reino Unido, Finlândia, Itália, Polônia e Ucrânia para a reunião, segundo o comunicado, bem como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, e Trump e seu vice-presidente, JD Vance.
O prazo dado por Trump para que Putin termine a guerra no leste europeu expirou na última sexta-feira, quando Rússia e EUA divulgaram um encontro bilateral entre os líderes. O encontro, marcado para acontecer na próxima sexta-feira (8), será realizado no Alaska.
Anteriormente, Putin havia apresentado um plano para interromper a Guerra da Ucrânia. Fontes relataram à CNN que autoridades dos EUA, incluindo Trump, informaram líderes europeus e autoridades ucranianas sobre um plano oferecido por Putin para interromper a guerra na Ucrânia em troca de concessões territoriais significativas por Kiev.
O plano, que o líder russo apresentou ao enviado especial de Trump, Steve Witkoff, em uma reunião em Moscou na semana passada, exigiria que a Ucrânia cedesse a região oriental de Donbass — a maior parte da qual está atualmente ocupada pela Rússia — bem como a Crimeia, que a Rússia anexou ilegalmente em 2014.
Na última segunda-feira (11), o líder americano disse que tanto a Ucrânia quanto a Rússia teriam que ceder terras uma à outra para acabar com a guerra. Trump também afirmou que sua reunião com Putin tem como objetivo "medir a temperatura para um possível acordo".


