Trump rejeita envio de mísseis de longo alcance para Ucrânia, por enquanto
Presidente dos Estados Unidos demonstra relutância em permitir venda de mísseis Tomahawk para nações da Otan, que enviaram munições para Kiev

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que, por enquanto, não considera um acordo que permita à Ucrânia obter mísseis Tomahawk de longo alcance para usar contra a Rússia.
Trump demonstrou relutância em relação a um plano para que os Estados Unidos vendam Tomahawks para nações da Otan, que os transfeririam para a Ucrânia, dizendo que não quer piorar a guerra.
Em setembro, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, solicitou aos Estados Unidos que vendessem mísseis Tomahawk a países europeus. Desta forma, as nações poderiam enviá-los a Ucrânia para combater os russos.
Seus últimos comentários aos repórteres a bordo do Air Force One indicam que o presidente americano continua relutante.
"Não, na verdade não", disse Trump aos repórteres respondendo se estava considerando um acordo para vender os mísseis. Ele acrescentou, no entanto, que poderia mudar de ideia.
Trump e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, discutiram a ideia quando se encontraram na Casa Branca no dia 22 de outubro. Rutte disse na semana passada que a questão estava sendo analisada e que cabia aos Estados Unidos decidir.
Os mísseis Tomahawk têm um alcance de 2.500km, o suficiente para atingir profundamente o território da Rússia, inclusive Moscou.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, solicitou os mísseis, mas o Kremlin advertiu contra qualquer fornecimento de Tomahawks à Ucrânia.


