Trump volta a criticar ordens de Biden assinadas com caneta automática

Líder dos EUA atacou a legitimidade de documentos e anunciou anulação de ordens executivas, proclamações e memorandos

Samantha Waldenberg, da CNN
Donald Trump troca retrato de Joe Biden em galeria na Casa Branca por "caneta automática"
Donald Trump troca retrato de Joe Biden em galeria na Casa Branca por "caneta automática"  • Reprodução/X
Compartilhar matéria

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a atacar a legitimidade das ações realizadas durante o mandato de Joe Biden, declarando nulos e sem efeito todos os documentos supostamente assinados com uma caneta automática.

“Todos e quaisquer documentos, proclamações, ordens executivas, memorandos ou contratos, assinados por ordem do agora infame e não autorizado 'AUTOPEN', dentro da administração de Joseph R. Biden Jr., são, por este meio, nulos, sem efeito e sem qualquer força ou efeito”, escreveu Trump na Truth Social.

“Qualquer pessoa que tenha recebido 'Indultos', 'Comutações' ou qualquer outro Documento Legal assinado dessa forma, deve estar ciente de que o referido Documento foi total e completamente rescindido e não possui mais efeito legal”, acrescentou.

Não está claro a que documentos o presidente se refere, e a Casa Branca não disponibilizou uma lista das ações e ordens específicas afetadas.

Anular um indulto seria uma manobra de retaliação política sem precedentes e algo para o qual não há fundamento na Constituição ou na legislação vigente.

O presidente dos EUA fez uma afirmação semelhante na semana passada, declarando em uma postagem no Truth Social que estava "cancelando todas as ordens executivas e qualquer outra coisa que não tenha sido assinada diretamente" por Biden.

O líder republicano há muito tempo se fixa no uso da caneta automática por Biden.

Em março, ele reforçou a ideia de que o uso da ferramenta pelo ex-presidente para assinar documentos demonstrava que ele não estava no comando enquanto estava na Casa Branca e que suas ações eram “nulas e sem efeito”.

Em 2005, o Gabinete de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça (sob o governo do presidente republicano George W. Bush) realizou uma extensa revisão sobre a legalidade do uso da caneta automática pelo presidente.

A conclusão foi de que “o presidente não precisa realizar pessoalmente o ato físico de apor sua assinatura a um projeto de lei para assiná-lo, nos termos do Artigo I, Seção 7”.