Ucranianos vivem “inferno” e russos pagam “alto preço”, diz secretário-geral da ONU

António Guterres afirmou ainda que guerra deve sair "do campo de batalha para a mesa de discussões"

Giovanna Galvanida CNN*

em São Paulo

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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, fez declarações nesta terça-feira (22) classificando o que os ucranianos vivem como “inferno” e condenando novamente os ataques russos à Ucrânia.

“Os ucranianos estão vivendo um inferno, além de sofrer com problemas que se agravam em relação aos preços e à falta de alimentos que podem acontecer num futuro próximo”, disse Guterres em Nova York, nos Estados Unidos.

Para o secretário, apesar da Rússia agora pagar “um preço alto” pela invasão — devido aos impactos econômicos das sanções impostas por países e empresas ocidentais –, é necessário que a guerra saia “do campo de batalha para a mesa de discussões” neste momento, avaliou.

“Há muito na mesa para discutirmos e encerrarmos essas atividades agora. Essa guerra tem que sair do campo de batalha para a mesa de discussões. Quantas vidas mais serão perdidas, quantas bombas vão cair, quantas Mariupol’s serão destruídas?”, criticou.

Mariupol, a cidade citada por Guterres, é um dos principais alvos dos russos desde o começo da guerra, em 24 de fevereiro. Uma nova rota de fuga para os civis sitiados no local não conseguiu sair do papel no fim de semana.

Os ataques russos levaram a um colapso total nos serviços básicos – com os moradores sem acesso a gás, eletricidade ou água.

Um funcionário da cidade disse que as pessoas estão com medo de deixar seus abrigos subterrâneos até mesmo para pegar itens essenciais, o que significa que eles estão tentando beber menos água e comer menos comida, saindo apenas para preparar refeições quentes.

*Com informações da CNN

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