UE renova sanções econômicas contra Rússia por seis meses por crise com Ucrânia

Medidas foram impostas pela primeira vez em 2014 após a anexação da Crimeia à Federação Russa

Sanções contra a Russia estão vigentes desde 2014
Sanções contra a Russia estão vigentes desde 2014 Foto: Shutterstock

Tiago Tortellada CNN

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O Conselho da União Europeia informou, nesta quinta-feira (13), que prorrogará por mais seis meses as sanções econômicas contra a Rússia devido à crise com a Ucrânia. As medidas serão válidas até 31 de julho de 2022.

Segundo o comunicado, entre as ações está a limitação do acesso aos mercados da União Europeia para alguns bancos e empresas da Rússia, além da proibição de algumas formas de assistência financeira vinda de bancos do bloco.

Essas sanções foram introduzidas pela primeira vez em 31 de julho de 2014, em resposta às “ações da Rússia que desestabilizaram a situação na Ucrânia“.

De acordo com a União Europeia, também está em vigor a proibição da “importação, exportação ou transferência direta ou indireta de todo o material relacionado à defesa”, se estendendo para bens de “dupla utilização” para uso militar.

A medida também afeta o acesso por parte da Rússia a tecnologias que podem ser utilizadas no setor energético, para exploração e produção de petróleo, por exemplo.

O comunicado ainda diz que isso foi decidido após a Rússia não implementar o que foi decidido no Acordo de Minsk. Assim, a prorrogação das sanções foi decidida por unanimidade.

Por fim, o Conselho afirma que foram implementadas “medidas diplomáticas, restritivas individuais (congelamento de bens e restrições de viagens) em resposta à anexação ilegal da Crimeia e da cidade de Sebastopol pela Rússia e à desestabilização deliberada da Ucrânia”.

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