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    União Europeia vai aplicar sanções diretas contra Putin, diz autoridade do bloco

    Intenção é congelar os bens mantidos na Europa pelo presidente russo e por seu ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov

    Gabriela Baczynskada Reuters

    A União Europeia vai aplicar sanções econômicas diretas contra o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu ministro das Relações Exteriores, Sergey Lavrov.

    A informação foi confirmada por uma autoridade do bloco, que falou sob a condição de anonimato. A intenção é congelar os bens mantidos na Europa por Putin e Lavrov.

    “Estamos nos movendo o mais rápido que podemos”, disse o funcionário da UE, acrescentando que o bloco também pode visar “muitos mais” oligarcas.

    A terceira rodada de sanções afetaria ainda mais os setores financeiro e energético da Rússia, disse a pessoa. Eles não deram mais detalhes ou disseram quando novas sanções poderiam ser decretadas.

    Enviados da União Europeia estão reunidos hoje em Bruxelas, na Bélgica, para definir os detalhes das sanções contra Moscou.

    Este encontro é um encaminhamento da reunião entre os líderes do bloco, que aconteceu na quinta-feira (24).

    O ministro das Relações Exteriores de Luxemburgo, Jean Asselborn, espera que a reunião desta sexta-feira chegue a um acordo sobre o congelamento de bens de Putin e Lavrov.

    “Acho que estamos muito perto de um acordo”, disse ele a repórteres ao chegar para a reunião com seus colegas da UE.

    Respondendo a uma pergunta se Putin e Lavrov ficariam impressionados com as sanções da UE, Asselborn disse: “Acredito que todos vivem em uma bolha onde não podem mais reconhecer a realidade.”

    Ucrânia espera um ataque de tanques russos em sua capital, Kiev, ainda nesta sexta-feira (25), o que pode se tornar o dia mais difícil da guerra, disse um assessor do Ministério do Interior ucraniano.Anton Herashchenko afirmou que as forças de Kiev estão prontas com mísseis antitanque fornecidos por aliados estrangeiros.

    O Ministério da Defesa da Ucrânia disse que tropas de assalto aéreo explodiram uma ponte sobre o rio Teteriv, localizada a cerca de 50 quilômetros ao norte de Kiev, em um esforço para impedir que tropas russas avancem em direção à capital.

    Em novo vídeo divulgado nas redes sociais, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky pediu resistência à invasão russa e criticou os aliados da Ucrânia. “Nesta manhã, estamos defendendo nosso país sozinhos. Assim como ontem, o país mais poderoso do mundo olha de longe”, disse Zelensky, parecendo se referir aos Estados Unidos.

    “A Rússia foi atingida ontem por sanções, mas não são suficientes para tirar as tropas estrangeiras de nosso solo. Às 4 da manhã, as forças russas resumiram seus ataques com mísseis no território da Ucrânia”, declarou.

    De acordo com relatos de um assessor do governo da Ucrânia, os bombardeios no país continuam nesta sexta. Durante a madrugada no país, o assessor do chefe do Ministério de Assuntos Internos ucraniano, Anton Gerashchenko, afirmou que a capital Kiev foi alvo de explosões no começo do dia.

    “Os ataques a Kiev com mísseis balísticos ou de cruzeiro continuaram”, disse Gerashchenko a repórteres por mensagem de texto. Uma equipe da CNN no local relatou ter ouvido duas grandes explosões no centro de Kiev. Horas depois, mais três explosões foram ouvidas no sudoeste da capital.

    Repórteres da CNN em Kiev e Lviv, cidade no oeste do país, ouviram sirenes de ataque aéreo durante vários minutos por volta das 7h, no horário local (2h no horário de Brasília).

    As forças russas que entraram na Ucrânia através de Belarus estão a cerca de 32 quilômetros da capital, disseram autoridades do governo Biden a parlamentares americanas em um briefing nesta quinta-feira (24), de acordo com duas fontes na conversa.

    As autoridades descreveram outro elemento russo que entrou na Ucrânia vindo da Rússia um pouco mais longe, mas que ambos estão indo para Kiev com o objetivo de cercar a cidade e potencialmente derrubar o governo ucraniano, de acordo com o legislador na ligação.

    Entenda o conflito

    Após meses de escalada militar e intemperança na fronteira com a Ucrânia, a Rússia atacou o país do Leste Europeu. No amanhecer desta quinta-feira (24), as forças russas começaram a bombardear diversas regiões do país – acompanhe a repercussão ao vivo na CNN.

    Horas mais cedo, o presidente russo, Vladimir Putin, autorizou uma “operação militar especial” na região de Donbas (ao Leste da Ucrânia, onde estão as regiões separatistas de Luhansk e Donetsk, as quais ele reconheceu independência).

    O que se viu nas horas a seguir, porém, foi um ataque a quase todo o território ucraniano, com explosões em várias cidades, incluindo a capital Kiev.

    De acordo com autoridades ucranianas, dezenas de mortes foram confirmadas nos exércitos dos dois países.

    Em seu pronunciamento antes do ataque, Putin justificou a ação ao afirmar que a Rússia não poderia “tolerar ameaças da Ucrânia”. Putin recomendou aos soldados ucranianos que “larguem suas armas e voltem para casa”. O líder russo afirmou ainda que não aceitará nenhum tipo de interferência estrangeira.

    Esse ataque ao ex-vizinho soviético ameaça desestabilizar a Europa e envolver os Estados Unidos.


    A Rússia vem reforçando seu controle militar em torno da Ucrânia desde o ano passado, acumulando dezenas de milhares de tropas, equipamentos e artilharia nas portas do país.

    Nas últimas semanas, os esforços diplomáticos para acalmar as tensões não tiveram êxito.

    A escalada no conflito de anos entre a Rússia e a Ucrânia desencadeou a maior crise de segurança no continente desde a Guerra Fria, levantando o espectro de um confronto perigoso entre as potências ocidentais e Moscou.

    (Com informações de Sarah Marsh e Madeline Chambers, da Reuters, e de Eliza Mackintosh, da CNN)