Uso da força para atingir objetivos é uma prática do Trump, diz professor

Especialista em Geopolítica explica em entrevista ao CNN Novo Dia que ações militares na Venezuela e no Irã se alinham à estratégia de segurança nacional dos EUA

Da CNN Brasil
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O professor de Geopolítica da Escola Superior de Guerra, Ronaldo Carmona, analisou durante entrevista ao CNN Novo Dia desta segunda-feira (2) as recentes ações militares promovidas pelos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. Segundo o especialista, essas operações refletem uma característica marcante da administração americana atual.

"A novidade é que o uso da força, o uso do poder militar para atingir objetivos estratégicos é uma prática deste governo", explicou Carmona. O professor destacou que inicialmente as ações de coerção americana se limitavam ao aspecto econômico, principalmente com o uso de tarifas e do dólar como arma geopolítica, mas agora avançaram para o campo militar.

De acordo com o especialista, essas operações podem ser compreendidas à luz dos documentos estratégicos divulgados pelo governo americano em dezembro do ano passado: a Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos e, posteriormente, a estratégia de defesa do país.

Desengajamento militar estratégico

Carmona explicou que esses documentos indicam um recuo da presença militar americana tanto na Europa quanto no Oriente Médio. O objetivo seria concentrar esforços em duas frentes principais: o domínio hemisférico pleno das Américas e a contenção da China no Pacífico.

"Se a proposta da estratégia de segurança nacional e de defesa é um desengajamento no Oriente Médio, me parece que essa operação de troca de regime do Irã faz sentido", analisou o professor. Segundo ele, a operação visa eliminar o que os EUA consideram seu principal inimigo na região para permitir um maior protagonismo de Israel na organização do Oriente Médio a favor dos interesses israelenses e americanos.

O especialista concluiu que essa estratégia busca viabilizar o distensionamento americano em uma região onde se propõe haver um desengajamento de tropas, mas mantendo a influência através de aliados regionais.

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