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    Utilizando aborto, DeSantis desafia Trump antes de prévias republicanas

    Governador da Flórida disse que está orgulhoso pro sancionar uma proibição de aborto até seis semanas de gestação, enquanto o ex-presidente afirmou que a medida é "excessivamente restritiva"

    Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e Ron DeSantis, governador da Flórida
    Donald Trump, ex-presidente dos Estados Unidos, e Ron DeSantis, governador da Flórida Arte/CNN

    James Oliphantda Reuters

    O governador da Flórida, Ron DeSantis, disse nesta terça-feira (16) que estava orgulhoso de ter sancionado uma proibição de aborto até seis semanas de gestação, depois de parecer inicialmente relutante em abraçar a lei recentemente aprovada no estado que proíbe quase todos os tipos de interrupção de gravidez.

    Enquanto DeSantis se prepara para anunciar formalmente sua candidatura à Casa Branca em 2024 nas próximas semanas, ele está cada vez mais fazendo alardes para criar um contraste com o ex-presidente Donald Trump, o principal candidato à indicação presidencial do Partido Republicano.

    O escolhido pela legenda enfrentará o atual presidente Joe Biden, do Partido Democrata, nas eleições gerais de 2024.

    DeSantis citou estar “orgulhoso” por ter sancionado a legislação e respondeu a Trump. O ex-presidente sugeriu em uma entrevista nesta semana que a proibição ao aborto com seis semanas é excessivamente restritiva.

    “Ele não responderá se sancionaria ou não”, declarou DeSantis em referência a Trump.

    Em entrevista ao site de notícias online The Messenger, publicada na segunda-feira (15), Trump afirmou: “Se você olhar para o que DeSantis fez, muitas pessoas nem sabem se ele sabia o que estava fazendo. Mas ele sancionou o projeto de seis semanas, e muitas pessoas dentro do movimento pró-vida acham que isso foi muito duro.”

    A questão foi citada por DeSantis: “Proteger um feto quando há batimentos cardíacos detectáveis é algo que quase, provavelmente, 99% dos pró-vida apoiam.”

    O governador citou uma lei semelhante de Iowa, que realizará a primeira prévia para decidir o candidato presidencial republicano no início do próximo ano. O estado tem um grande bloco de eleitores evangélicos.