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    Vaticano busca acalmar bispos sobre aprovação de bênçãos para casais do mesmo sexo

    Documento afirma que medida não é "herética" ou "blasfema"

    Bandeira arco-íris em igreja Católica em Colônia, na Alemanha
    Bandeira arco-íris em igreja Católica em Colônia, na Alemanha REUTERS/Thilo Schmuelgen

    Philip Pullellada Reuters

    O Vaticano tentou nesta quinta-feira (04) acalmar os bispos católicos de alguns países que reagiram negativamente à aprovação, no mês passado, de bênçãos para casais do mesmo sexo, dizendo-lhes que a medida não é “herética” ou “blasfêmia”.

    Em uma declaração de cinco páginas, o escritório doutrinário do Vaticano também reconheceu que tais bênçãos poderiam ser “imprudentes” em alguns países onde as pessoas que as recebem podem se tornar alvos de violência, ou correr o risco de serem presas ou até mesmo mortas.

    Bispos católicos de alguns países, especialmente na África, expressaram perplexidade e vários graus de discordância em relação ao comunicado de 18 de dezembro, conhecido por seu título em latim Fiducia Supplicans (Confiança Suplicante).

    O fato de o Vaticano ter precisado emitir um esclarecimento de cinco páginas sobre um documento de oito páginas, pouco mais de duas semanas após a sua publicação, parece ressaltar a extensão da confusão que causou em muitos países.

    Depois que a declaração original foi divulgada, várias conferências episcopais católicas emitiram declarações enfatizando que as bênçãos não equivaliam a uma aprovação oficial do sexo gay ou a um sacramento de casamento para casais do mesmo sexo.

    O escritório doutrinário, conhecido como Dicastério para a Doutrina da Fé, ressaltou esses aspectos em sua declaração nesta quinta-feira, dizendo que as bênçãos para casais do mesmo sexo não devem ser vistas como “uma justificativa de todas as suas ações, e não são um endosso da vida que eles levam”.

    O escritório disse que queria “esclarecer a recepção da Fiducia Supplicans enquanto recomenda, ao mesmo tempo, uma leitura completa e calma” da declaração de 18 de dezembro.

    “Evidentemente, não há espaço para nos distanciarmos doutrinariamente dessa declaração ou para considerá-la herética, contrária à Tradição da Igreja ou blasfema”, informou a nota de quinta-feira.