Veja como foi última aparição pública de Maduro antes de captura dos EUA

Encontro diplomático com delegação da China em Caracas ocorreu menos de 24 horas antes da operação militar norte-americana

Da CNN Brasil
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O líder venezuelano Nicolás Maduro realizou sua última aparição pública nessa sexta-feira (2), durante uma reunião de trabalho no Palácio de Miraflores, em Caracas. O encontro com o enviado especial da República Popular da China, Qiu Xiaoqi, ocorreu menos de 24 horas antes da operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, na madrugada de sábado (3).

Durante o evento oficial, transmitido pela televisão estatal venezuelana, Maduro recebeu o diplomata chinês para fortalecer laços bilaterais no início do ano. Imagens registraram uma troca de presentes entre o enviado de Pequim, que entregou a Maduro um vaso de porcelana decorativo, enquanto o líder venezuelano retribuiu com uma pintura.

Na ocasião, Maduro estava acompanhado de figuras centrais de sua gestão, como a vice-presidente Delcy Rodríguez e o ministro das Relações Exteriores, Yván Gil.

Em tom de despedida da delegação, Maduro mencionou o início do novo ano e agradeceu a visita do representante do governo de Xi Jinping.

A operação de captura

As forças de elite dos Estados Unidos iniciaram um ataque em larga escala por volta das 3h da manhã (horário de Brasília) desse sábado. Testemunhas em Caracas e em estados como Miranda e La Guaira relataram explosões e o som de aeronaves sobrevoando a região por cerca de 90 minutos.

A missão, descrita por autoridades norte-americanas como uma execução de mandados de prisão por narcoterrorismo, foi executada pela Força Delta com apoio de inteligência da CIA.

O presidente Donald Trump confirmou a captura por meio de suas redes sociais, classificando a ação como uma "operação bem-sucedida".

Situação atual e repercussão

Após a incursão militar, a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o governo local desconhecia o paradeiro inicial do líder.

Informações divulgadas pela Casa Branca e pelo próprio presidente Trump indicam que Maduro e Cilia Flores foram retirados do território venezuelano e estão a bordo do navio USS Iwo Jima, com destino a Nova York, onde o ditador deve ser levado a julgamento.

A captura gerou reações imediatas na comunidade internacional. Enquanto países como Rússia e Cuba condenaram a intervenção como um "ato de agressão armada", o governo da Argentina celebrou a detenção.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou as ações contra Maduro, e convocou uma reunião de emergência no Itamaraty para analisar os impactos da operação na região.