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    Vírus gigantes são encontrados pela primeira vez no gelo da Groenlândia, diz pesquisa

    Descoberta foi publicada na revista Microbiome e pode estar ligada ao derretimento do gelo no Ártico

    Blocos de gelo no Estreito de Fram, entre a Groenlândia e Svalbard, a principal porta pela qual o gelo marinho deixa o Oceano Ártico. O gelo marinho no Ártico está diminuindo drasticamente à medida que a região esquenta.
    Blocos de gelo no Estreito de Fram, entre a Groenlândia e Svalbard, a principal porta pela qual o gelo marinho deixa o Oceano Ártico. O gelo marinho no Ártico está diminuindo drasticamente à medida que a região esquenta. Foto: Brice Laine/CNN

    Marien Ramosda CNN*

    Pesquisadores da Universidade de Aarhus, da Dinamarca, encontraram pela primeira vez vírus gigantes na camada de gelo da Groenlândia. O organismo do grupo de DNA nucleocitoplasmático (NCLDV) pode estar ligado aos estudos de derretimento do gelo no Ártico.

    Esse tipo de vírus está presente globalmente e infecta as algas do ambiente marinho e de água doce. Mas, “há informações muito limitadas sobre a diversidade e a função ecossistêmica dos NCLDVs em habitats terrestres gelados”, apontou o estudo.

    Esses vírus encontrados na camada de gelo medem aproximadamente 2,5 micrômetros, sendo que vírus comuns podem chegar até 200 nanômetros — para comparação, 1 nanômetro equivale a 0,001 micrômetro.

    A pesquisa levantou a quantidade de genes de NCLDV presentes nos biomas, destacando abundância no Ártico. As amostras foram coletadas em camadas de neve verde e vermelha — colorações causadas por um crescimento de algas —, em sedimentos de “poeira” na superfície de geleiras e em pequenos pedaços de gelo.

    Os vírus se ligariam às algas que causam essa pigmentação na neve e que se encontram no gelo escuro, controlando o ambiente e retardando o derretimento das geleiras.

    *Sob supervisão de Ligia Tuon