Vitória russa até dia 9 de maio é muito improvável, diz professor 

Em entrevista à CNN, Andrew Patrick Traumann afirmou que Rússia pode apostar em nova estratégia que intensifique ataques aéreos na Ucrânia

Thiago FélixRenata Souzada CNN

em São Paulo

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Segundo informações de duas autoridades europeias, as forças russas estariam sentindo uma pressão “autoimposta” para obter algum tipo de vitória sobre a Ucrânia até o dia 9 de maio. Na avaliação do professor de História das Relações Internacionais Andrew Patrick Traumann, em entrevista à CNN, é muito improvável que esse prazo seja cumprido.

“Isso para mim é absolutamente inviável. A gente está vendo uma guerra de narrativas sobre ataques ou não a civis e tudo isso. Eu acho absolutamente inviável que em um mês haja uma vitória definitiva”, disse o professor.

Apesar disso, o especialista salienta que a Rússia não usou todo o seu potencial militar. Segundo ele, é possível que bombardeios aéreos em massa tornem-se a principal estratégia das tropas de Vladimir Putin. “A gente teme que, se essa for a nova estratégia, nós vamos ter um número ainda maior de mortes de civis”, afirmou.

Nos últimas dias, a Rússia demonstra uma mudança de estratégia, diminuindo a ofensiva nas regiões próximas da capital Kiev, principalmente. Segundo um funcionário europeu, somente um quarto das forças russas estão operando na Ucrânia, atualmente.

Ainda assim, os confrontos continuam gerando perdas significativas. Na sexta-feira, um ataque em uma estação de trem na região leste do país deixou ao menos 50 mortos.

“Rússia não vai parar enquanto não houver, no papel, que a Ucrânia não vai entrar para a Otan. O resto é negociável, inclusive a permanência do Zelensky no poder. Mas a questão da Otan, para a Rússia, é uma questão existencial. Eles não vão permitir que a Otan coloque mísseis ali apontados para a Rússia”, explicou Traumann.

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