Voos internacionais que partem de Teerã são retomados neste sábado
Sites de rastreamento de voos mostraram quatro partidas do aeroporto Imam Khomeini com destino a Istambul, durante a madrugada
Os voos internacionais partindo de Teerã foram retomados neste sábado (25) pela primeira vez desde que o conflito entre o Irã, os Estados Unidos e Israel teve início no final de fevereiro.
Sites de rastreamento de voos mostraram quatro partidas do aeroporto Imam Khomeini de Teerã com destino a Istambul na madrugada de sábado, todas operadas por companhias aéreas iranianas.
“Graças aos esforços das companhias aéreas nacionais, o primeiro grupo de passageiros foi enviado para destinos como Medina, Muscat e Istambul”, informou a agência de notícias semioficial Mehr, que previu uma expansão dos voos nos próximos dias.
No entanto, os dados de voos não mostraram voos para Medina, na Arábia Saudita, nem para Muscat, em Omã.
Cancelamentos de voos no pré-conflito com os EUA
Apesar da piora em meio ao conflito com o país americano, o tráfego aéreo iraniano já era afetado por demais tensões nacionais.
No início do ano, diversos voos para o Irã foram cancelados em meio aos protestos antigovernamentais generalizados no país.
Durante a tensão nacional, cidades como Teerã, Shiraz e Mashhad tiveram 17 voos, que chegavam a seus destinos, cancelados. A "Turkish Airlines" também havia informado à CNN que 20 voos de e para o Irã tinham sido cancelados nos dias 8 e 10 de janeiro.
Em fevereio, 3 voos que saiam de Istambul em direção à capital iraniana também foram cancelados sem nenhuma razão fornecida.
O que está acontecendo no Oriente Médio?
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.
Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.
Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.
Mais de 1.900 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.
O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Mais de 1.200 morreram no território libanês desde então.
Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.
Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.


