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    Waack: Israel enfrenta a pior crise doméstica em 75 anos

    Uma onda de manifestações tomou conta do país após o parlamento aprovar uma lei que limita poderes da Suprema Corte

    William Waackda CNN

    São Paulo

    Poucos países se comparam ao Estado de Israel. Pela história, pela maneira como sobreviveu e pela presença e influência que tem em grande parte da sociedade brasileira.

    Pois Israel enfrenta a pior crise doméstica dos seus 75 anos de existência. Pode-se até mesmo afirmar que é uma crise existencial mais grave do que as várias guerras enfrentadas desde 1948, pois se trata, nas palavras do presidente do país, Isaac Herzog, de uma divisão capaz de provocar uma guerra civil.

    O parlamento israelense aprovou, nesta segunda-feira (24), a primeira fase de uma legislação que restringe a influência da Suprema Corte, especialmente em sua capacidade de reverter decisões governamentais. Ela foi levada adiante pelo governo mais de ultra-direita e ortodoxo, do ponto de vista religioso, desde que Israel existe.

    É uma disputa ideológica e cultural profunda entre uma parte da sociedade israelense que pretende viver num país secular e pluralista, e outra que pretende transformá-lo definitivamente num Estado nacionalista e religioso.

    O que está acontecendo tem consequências não só para a região, que já é o centro de conflitos de abrangência universal, especialmente religiosos, mas também altera as relações com os Estados Unidos, com consequências geopolíticas. E traz à tona uma lição tão grave quanto esquecida: a vulnerabilidade das instituições liberais quando acossadas por radicais.