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    Waack: Mercosul fala suave com Maduro e conflito aumenta

    Os Estados Unidos anunciaram um "exercício de rotina" em espaço aéreo controlado pela Guiana ao lado da Venezuela -- estava na cara o que ia acontecer na crise da Venezuela com a Guiana, e aconteceu

    William Waack

    Estava na cara o que ia acontecer na crise da Venezuela com a Guiana, e aconteceu.

    Os Estados Unidos anunciaram um “exercício de rotina” em espaço aéreo controlado pela Guiana ao lado da Venezuela, que a Venezuela chamou de provocação. Se o tal voo de treinamento era rotina ou não, já não importa. Para a Venezuela, é interferência gringa na região.

    O ditador Maduro enfiou o pé no acelerador da repressão doméstica nesta quinta-feira (7), por sinal, acusando opositores de conspiração e de estar a serviço de petroleira americana, que explora petróleo na costa da vizinha Guiana.

    Não há qualquer interesse por parte do Brasil na presença de “potências de fora” numa crise na nossa casa, a América do Sul. Já tinha sido essa a postura na época do Plano Colômbia, quando os americanos entraram na guerra colombiana contra a narcoguerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).

    Diante disso, o que fez o governo brasileiro? Costurou numa cúpula esvaziada dos presidentes do Mercosul uma declaração tão suave que até mesmo a Venezuela conseguiria assinar. A declaração alerta sobre “ações unilaterais”, mas sequer menciona o que Maduro já aprontou.

    Dizia uma bem antiga escola de diplomacia que o segredo era falar suave e carregar um belo porrete. Belo porrete o Brasil não tem. Sobrou falar suave, que costuma funcionar pouco com ditadores como Maduro.