Waack: Previsões frustradas de Trump agravam crise nos EUA

O republicano apostou – fortemente influenciado ou até conduzido por Israel – numa grande ação militar para atingir objetivos políticos, que não foram atingidos, e está no momento numa situação pouco invejável

William Waack
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Depois da guerra que iria durar cerca de 20 dias ter passado dos 100, o presidente americano, Donald Trump, voltou a bater o próprio recorde de previsões equivocadas.

Disse, na última madrugada, que em questão de dois a três dias ia fechar um acordo com o Irã pra resolver tudo. Da intratável questão nuclear até a reabertura do Estreito de Ormuz.

Foi a 37ª vez que Trump fez um anúncio desse tipo durante esses mencionados 100 dias de de conflito. Mas, foi antes do Irã ter derrubado um helicóptero de ataque americano ali junto do Estreito – na última segunda-feira (8) – que os americanos revidaram com ataques a alvos militares iranianos – nesta terça-feira (9).

Enquanto, na mesma guerra, travada em locais bem afastados entre si, Israel prosseguia em extensas operações militares no sul do Líbano. Contrariando o próprio Trump.

Que é, segundo ele mesmo diz, quem toma as decisões, diz o que vai acontecer, manda no jogo. Ou é o jogo que tomou conta do que faz ou não faz o presidente americano?

Trump apostou – fortemente influenciado ou até conduzido por Israel – numa grande ação militar para atingir objetivos políticos, que não foram atingidos, e está no momento numa situação pouco invejável.

Não consegue parar a guerra nos termos que pretende. Nem parece disposto a continuar uma guerra que está causando danos à economia mundial, e severos estragos políticos domésticos.

Pode ser que Trump ainda consiga alguma coisa para chamar de vitória no atual conflito. Mas não parece que vai ser sozinho.

Vai depender sobretudo....do adversário. É o chefão tendo de se entender com os aprendizes.