Bad Bunny no Super Bowl: a mensagem por trás do look do porto-riquenho

O artista se apresentou na Califórnia, no último domingo (8), celebrando a cultura latina

Caroline Ferreira, da CNN Brasil
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O cantor Bad Bunny, 31, reafirmou seu status de ícone global na noite do último domingo (8) durante o show de intervalo do Super Bowl.

Em uma apresentação que celebrou a cultura latina com doses precisas de política e memória, Benito surpreendeu não apenas pelo setlist, mas por uma escolha estética inesperada que quebrou as expectativas da indústria da moda.

 

Ainda que as apostas estivessem divididas entre a Jacquemus (da qual foi rosto em 2022) e a Calvin Klein (marca que o escalou em 2025), o porto-riquenho optou por um caminho mais acessível — ao menos na etiqueta. Ele surgiu com um visual monocromático e minimalista em tom creme, assinado pela fast fashion Zara, feito sob medida para a ocasião.

Esta foi a primeira vez que a gigante espanhola vestiu um artista dessa magnitude em um palco global, indo além do figurino de apoio para bandas e dançarinos. "Benito fez uma apresentação memorável. Que figurino fantástico", celebrou a marca em comunicado oficial à imprensa.

Simbolismo na costura

Sob o styling de seus colaboradores de longa data, Storm Pablo e Marvin Douglas Linares, o look misturava o rigor da alfaiataria com a descontração esportiva. O conjunto era composto por camisa de colarinho e gravata sob uma sobreposição esportiva personalizada.

Os detalhes, porém, escondiam algumas mensagens importantes. O número 64, por exemplo, foi especulado por fãs como uma homenagem ao ano de nascimento de sua mãe. O bordado, no entanto, carrega um peso histórico, uma vez que o 1964 marca um ponto de virada político e social fundamental na constituição de Porto Rico.

Já o Ocasio, estampado na área das costas, refere-se ao sobrenome materno de Benito Antonio Martínez Ocasio, que quis dividir com o público o tom familiar durante o espetáculo.

O Contraste do Luxo

Para equilibrar a base minimalista, o cantor apostou no conceito "hi-lo" (mistura de peças baratas com artigos de luxo). No pulso, ostentou um Audemars Piguet Royal Oak em ouro amarelo 18 quilates, com mostrador em pedra malaquita natural. O acessório é avaliado em aproximadamente US$ 75.700 (cerca de R$ 397 mil).

Nos pés, a escolha foi estratégica: o modelo BadBo 1.0, sua mais nova colaboração com a Adidas, consolidando sua força também no mercado de streetwear.

Ao final, Benito provou, mais uma vez, que sua moda é uma ferramenta de narrativa — onde o acessível e o inalcançável caminham juntos para contar a história de Porto Rico.

E mais: veja como foi o show de Bad Bunny no Super Bowl.