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    Em tempos de Covid-19, disparam vendas em leilão de moda vintage em Paris

    "O vintage está explodindo no mercado de segunda mão", contou leiloeira. "As pessoas não podem ir às butiques, e por isso compram em leilões virtuais."

    Roupa Chanel e acessórios na casa de leilão Artcurial, em Paris
    Roupa Chanel e acessórios na casa de leilão Artcurial, em Paris Foto: REUTERS/Benoit Tessier

    Elizabeth Pineau,

    da Reuters, em Paris

    Na casa de leilões Artcurial’s, que tem vista para as lojas fechadas da avenida Champs Élysées de Paris, a especialista em moda vintage Clara Vivien supervisiona a venda de centenas de jaquetas, sapatos, acessórios e joias da Chanel — tudo online.

    Paris pode ser a capital mundial da moda, mas um terceiro lockdown da Covid-19 obrigou os amantes do luxo que têm tempo e dinheiro a esbanjar online em busca do próximo vestido vintage da Chanel ou bolsa de mão da Hermès.

    O estilo vintage já estava desfrutando de uma redescoberta, disse Vivien, graças ao incômodo crescente com a “moda rápida” entre os consumidores e a conscientização ambiental também crescente — mas a pandemia a intensificou na internet.

    “O vintage está explodindo no mercado de segunda mão”, contou Vivien. “As pessoas não podem ir às butiques, e por isso compram em leilões virtuais.”

    Bolsa da Chanel em leilão da Artcurial's
    Bolsa da Chanel em leilão da Artcurial’s, com lance mínimo de 800 euros
    Foto: Divulgação/Artcurial

    As bolsas de mão vendem particularmente bem. “Pessoas que compraram uma bolsa Chanel ou Hermès hoje se encantam de saber que seu investimento não para de crescer, e com a pandemia cresce sem fim à vista.”

    As vendas de roupas de moda vintage e pela internet mais do que quadruplicaram em leilões virtuais na França em 2020, na comparação com os níveis pré-pandemia, e chegaram a 6,2 milhões de euros, de acordo com o agregador de casas de leilões online Interencheres.

    Antoine Saulnier, leiloeiro da Gros & Delettrez, disse que vendas de moda vintage que antes da pandemia poderiam ter atraído 100 compradores virtuais hoje atraem cinco ou dez vezes este número.