Incerteza ajuda pessoas LGBT+ a entenderem o que buscam no relacionamento
Dados do relatório de usuários do aplicativo Hinge revelam padrões de comportamentos; entenda

O relatório D.A.T.E. LGBTQIA+ 2026, promovido pelo aplicativo do Hinge e divulgado nesta quarta-feira (3), revela que usuários LGBTQIA+ buscam relações menos superficiais. De acordo com os dados de mais de 31 mil usuários da plataforma de relacionamento, é possível traçar o perfil do que parte do público está procurando.
Segundo o levantamento, em 2026, quanto mais incerto o mundo se torna, mais certos os usuários LGBTQIA+ ficam sobre o que querem.
“As pessoas estão cansadas de quem demonstra apenas interesse superficial ou de conversas que nunca evoluem para algo concreto. Em vez disso, estão desacelerando e prestando atenção em quem aparece de forma consistente”, aponta o relatório.
A segurança emocional tem se destacado quando se trata dos interesses dos usuários. No entanto, parte deste público revela que encontra esclarecimentos sobre o que quer com base nas próprias incertezas das relações.
Dessa forma, 74% afirmam que a incerteza as ajuda a entender melhor o que procuram em um relacionamento. Isso porque essa insegurança tem levado pessoas LGBTQIA+ a desacelerar e prestar mais atenção em como alguém realmente se faz presente.
Além disso, quando se trata da segurança, a demonstração de afeto é um dos fatores decisivos. 65% das pessoas LGBTQIA+ usuárias do Hinge afirmam que demonstrações públicas de afeto no início de um relacionamento ajudam a se sentir mais seguras.
86% dos usuários LGBTQIA+ dizem que a comunicação consistente de alguém com quem estão começando a se relacionar os faz sentir menos ansiosos.
Porém, outro ponto que é decisivo quando se fala de afeto na comunidade LGBTQIA+ é como a demonstração acontece mesmo em meio aos riscos relacionados aos preconceitos dos ambientes ao redor.
50% dos usuários da plataforma são mais propensos do que pessoas heterossexuais a hesitar em demonstrar afeto no primeiro encontro por se sentirem inseguras no ambiente ao redor, e 37% são mais propensas devido a sentimentos de vulnerabilidade.
Esses pontos nos fazem compreender que pessoas pertencentes à comunidade são mais cuidadosas em relação à própria segurança. Ao mesmo tempo, essa necessidade imposta pela sociedade também os faz identificar cenários seguros e acolhedores que propaguem uma ideia de relação que ofereça bem-estar.


