Bolsonaro responde a governadores: quem não concordar, pode entrar na Justiça


Jéssica Otoboni, da CNN, em São Paulo
12 de maio de 2020 às 13:34
O presidente Jair Bolsonaro durante posse dos novos ministros

O presidente Jair Bolsonaro durante posse dos novos ministros da Justiça e da Advocacia-Geral da União, em Brasília

Foto: Alan Santos - 29.abr.2020/PR

Em resposta às críticas de diversos governadores sobre a inclusão de academias, salões de beleza e barbearias na lista de atividades essenciais, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse que aqueles que não concordarem, podem entrar na Justiça.

“Os governadores que não concordam com o decreto podem ajuizar ações na Justiça ou, via congressista, entrar com Projeto de Decreto Legislativo”, declarou ele. “Afrontar o estado democrático de direito é o pior caminho” e “aflora o indesejável autoritarismo no Brasil."

Assista e leia também:
Decreto de salões e academias 'causa estranheza', diz frente de prefeitos
Brasil está voltando a ser país da fome, diz Bolsonaro sobre decisões estaduais
A apoiadores, Bolsonaro promete 'projeto federal' sobre ideologia de gênero

Em suas redes sociais, Bolsonaro afirmou que a decisão tem o objetivo de atender ao pedido de profissionais que desejam voltar ao trabalho e “levar saúde e renda à população”.

Na segunda-feira (11), Bolsonaro publicou um decreto atualizando a lista de serviços considerados essenciais pelo governo federal, ou seja, aqueles que podem funcionar em meio à pandemia do novo coronavírus.

Horas depois, os governadores de diversos estados começaram a reagir à decisão e declararam que vão manter as academias, salões de beleza e barbearias fechados, seguindo seus próprios decretos.