Bruno Covas: com respiradores, SP reduzirá para 72% a ocupação dos leitos UTI

A diminuição no índice de ocupação nos leitos permitirá que a cidade de São Paulo esteja na fase 2 da retomada anunciada pelo governo estadual

Da CNN, em São Paulo
29 de maio de 2020 às 18:11 | Atualizado 29 de maio de 2020 às 18:13

Em entrevista à CNN, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que a ampliação dos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e a chegada de novos equipamentos na capital paulista têm sido um fator-chave para permitir a retomada gradual das atividades comerciais. De acordo com o prefeito, a cidade está com uma taxa de ocupação de leitos de UTI de 79% pelo segundo dia consecutivo. A meta, segundo ele, é diminuir para 72% até a próxima segunda-feira (1º).

"Desde o dia 4 de maio, a gente não baixava a taxa de 80% [de ocupação]. O crescimento na quantidade de leitos proporciona a [diminuição] do índice na cidade", explica. Questionado se a capital cumpria os requisitos para entrar na fase 2 da flexibilização, quando o governador João Doria anunciou a retomada gradual, Covas afirma que sim, devido à chegada de novos respiradores. 

"Se fosse um ponto pra mais, 81%, também não poderia ficar na fase 2. De qualquer forma, o estado já havia contabilizado os 380 respiradores, que serão implementados até segunda-feira, dia 1º de junho", diz.

"Com esses 380 leitos, vamos para 72% de ocupação dos leitos de UTI na cidade de São Paulo". Além da ampliação, a estabilidade na curva de casos confirmados de Covid-19 e o número de mortes na cidade têm ocorrido, afirmou Bruno Covas. 

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Emprego de mulheres

No protocolo requerido para a reabertura dos serviços contemplados na segunda fase da flexibilização – atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, shopping centers e lojas – Bruno Covas explicou que as empresas deverão se comprometer para manter as funcionárias, que são mais afetadas pelo fechamento das escolas e creches para as crianças.

“Sempre é sobre a mulher que recai a responsabilidade de cuidar dos filhos”, disse.

Além de evitar a demissão das colaboradoras, ele explica que é necessário esse comprometimento "para que não haja mais disparidade e diferença salarial entre homens e mulheres". "Este tema será discutido com os cinco setores autorizados a retomar as atividades no estado de São Paulo", afirmou. 

O prefeito, ainda, afirmou que a retomada da área da educação não está prevista em nenhuma das fases de flexibilização projetadas pelo governo estadual.