Com creches e escolas fechadas, flexibilização da quarentena em SP preocupa pais

A partir de 1º de junho, concessionárias, escritórios, comércios e shoppings centers serão reabertos

Da CNN, em São Paulo
29 de maio de 2020 às 18:27

A flexibilização gradual da quarentena em São Paulo, que começará a partir de segunda-feira, 1º de junho, está preocupando pais e mães que vão precisar sair para trabalhar e não têm com quem deixar seus filhos. Isso porque, enquanto parte da atividade econômica planeja retomar a volta das atividades, escolas e creches permanecerão fechadas. Na capital, a prefeitura ainda não anunciou quando o ensino público retorna.

Questionada pela CNN, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de São Paulo (FecomercioSP) citou a Medida Provisória (MP) 927, assinada em março deste ano pelo governo federal, que prevê o trabalho a distância, o chamado teletrabalho ou home office. 

Portanto, com a reabertura gradual da cidade e do estado de São Paulo, a FecomercioSP recomenda que as empresas continuem adotando trabalhos a distância, principalmente para mães e pais que precisam cuidar dos seus filhos já que não há previsão de reabertura de escolas e creches no plano municipal e nem no estadual.

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A entidade diz também que, caso isso não seja possível, os responsáveis pelas crianças ficarão devendo horas de trabalho e terão um prazo de 18 meses para compensar.

É importante lembrar que a capital paulista entrará na chamada fase 2 a partir de segunda-feira, 1º de junho, o que significa que setores da construção civil e indústria não essencial serão reabertos, além de atividades imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércios e shoppings centers.