Desmatamento da Amazônia registra maior taxa em maio desde 2016


Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo
13 de junho de 2020 às 00:05 | Atualizado 13 de junho de 2020 às 00:10
Área desmatada na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará

Área desmatada na Floresta Nacional do Jamanxim, no Pará

Foto: Amanda Perobelli/Reuters (11.set.2019)

Até o momento, a plataforma de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já registrou 6.562 km2 de desmatamento em 2020. Apenas em maio, o valor foi de 828,91 km2 – o maior registrado no mês desde 2016.

Em maio de 2016, foi registrado 408,1 km2 de desmatamento, enquanto em 2017 o valor foi menor: 363,48 km2. Já em 2018, foram contabilizadas 549,88 km2, enquanto em 2019 foram 738,56 km2.

Em junho deste ano, o Deter já contabilizou 63 km2, sendo 61,5 km2 de solo exposto – o que foi levantado até o dia 12 deste mês. Em junho de 2019, a área desmatada total registrada foi de 934,81 km2. 

Leia também:

Brasil reduz orçamento de políticas climáticas enquanto desmatamento cresce

Parlamentares pedem impeachment do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

De maio de 2019 para maio de 2020, o desmatamento cresceu 12,23%. Em relação a menor taxa registrada, em 2017, o crescimento foi de 128,04%.

Segundo a plataforma, foram recebidos avisos de desmatamento de 4.588 km2 em 2019, do período de agosto de 2018 até julho de 2019. Já em 2020, esses números são maiores: 6.562 km2 de agosto de 2019 até o dia 12 de junho. 

De 2019 a 2020, também há destaque no desmatamento com vegetação, com 116,7 km2 de área, e por mineração, com 49,9 km2. 

Ao longo deste ano, a taxa de desmatamento continua a crescer: em fevereiro, a área desmatada foi de 185,15 km2, enquanto em março foi de 326,49 km2. Em abril, o valor foi de 407,04 km2, aumentando para os 828,91 km2 de maio.