Parlamentares pedem impeachment do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles


Anna Satie, da CNN
05 de junho de 2020 às 20:41
O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante audiência pública

Foto: José Cruz - 27.nov.2019 / Agência Brasil

Um grupo de dezoito parlamentares apresentou nesta sexta-feira (5) um pedido de impeachment do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. 

Entre os que assinam a representação à Procuradoria-Geral da República (PGR) estão o coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, Rodrigo Agostinho (PSB-SP), e os líderes da oposição no Senado e na Câmara dos Deputados, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Alessandro Molon (PSB-RJ), respectivamente.

No documento, dizem que tanto o ministro quanto o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) pedem a "desregulamentação ambiental" e citam a fala de Salles durante a reunião ministerial de 22 de abril, em que sugeriu "passar a boiada" enquanto o foco da imprensa era a pandemia do novo coronavírus.

Após a divulgação do vídeo, Salles disse à CNN que a "oposição irresponsável judicializa tudo" e que o Brasil tem sido apontado internacionalmente como um "país de burocracia e de medidas contraditórias" nos últimos 20 anos. 

Nas 43 páginas, são enumeradas diversas ações da pasta, desde a demissão do diretor do Inpe Ricardo Galvão em agosto de 2019, até o decreto de maio deste ano que transferiu para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento a responsabilidade da gestão das florestas públicas.

Segundo o texto, o ministro teria cometido improbidade administrativa e desrespeitado a Constituição ao se negar a responder questionamentos do Congresso. 

A CNN procurou o Ministério do Meio Ambiente por e-mail para saber se Salles comentaria o pedido de impeachment, mas não obteve resposta até o horário da publicação deste texto.

Não é a primeira vez que parlamentares pedem o impedimento de Salles. Em dezembro de 2019, a Procuradoria-Geral da República opinou contra um pedido apresentado pelos senadores da Rede Randolfe Rodrigues (AP) e Fabiano Contarato (ES).