Vestígios de óleo são encontrados em praia do Espírito Santo

Segundo a Marinha, equipes da Capitania dos Portos do estado foram encaminhadas ao local para averiguar a situação

Jéssica Otoboni e Bianca Camargo, da CNN, em São Paulo
30 de junho de 2020 às 09:01
Manchas de óleo encontradas em praia de Pernambuco, em outubro de 2019
Foto: Adriano Machado / Reuters

A Marinha do Brasil disse que vestígios de óleo foram encontrados na praia de Guriri, na cidade de São Mateus, Espírito Santo nessa segunda-feira (29). Segundo a corporação, equipes da Capitania dos Portos do estado foram encaminhadas ao local para averiguar a situação.

Em nota, a Marinha falou sobre os vestígios de manchas de óleo encontrados, recentemente, em praias do Nordeste. Segundo ela, os fragmentos seguem sob monitoramento e as amostras estão sendo analisadas pelo Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM). A primeira ocorrência identificada ocorreu no dia 19 de junho. 

Para a Marinha, "as amostras analisadas, até o momento, indicam ser o mesmo tipo de óleo que chegou à costa brasileira, em 2019, podendo decorrer do desprendimento de resíduos que se encontravam depositados no leito oceânico devido às condições do mar, corrente e ventos intensos observados".

Assista e leia também:

ANP desmobiliza plano para conter óleo derramado no litoral brasileiro

Ibama detecta óleo ao redor de navio encalhado no Maranhão

Na semana passada, fragmentos de óleo foram identificados e removidos das praias de Tamandaré, Cupe e Muro Alto, no sul de Pernambuco. A Agência Estadual de Meio Ambiente (CRPH-PE) afirmou que uma avaliação preliminar indicava que o material era proveniente de manchas de petróleo que atingiram o litoral do Nordeste e parte do Sudeste do país em 2019.

Um relatório da Petrobras, divulgado em outubro de 2019, indicou que a substância encontrada nas praias brasileiras seria uma mistura de óleos de origem venezuelana. Na época, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles insinuaram envolvimento do governo do país vizinho no caso, o que foi negado pelas autoridades venezuelanas.

Alguns navios estrangeiros também foram indicados como suspeitos pelo vazamento, mas nada foi comprovado.