Cobra naja achada no DF pode ter sido contrabandeada, diz pesquisadora

Estudante foi picado e seu estado é grave. Diretora do laboratório de herpetologia do instituto, Kathleen Fernandes Grego explicou que a espécievvem da Ásia

Da CNN, em São Paulo
09 de julho de 2020 às 15:26 | Atualizado 10 de julho de 2020 às 15:31

Após uma cobra naja picar um estudante de 22 anos em Brasília, a CNN entrevistou a diretora do laboratório de herpetologia do Instituto Butantã, Kathleen Fernandes Grego. Ela explicou que a espécie não é natural do Brasil, e que provavelmente deve ter chegado ao país através de contrabando.

“A cobra provavelmente chegou aqui via contrabando, não é natural do Brasil. Além disso, não é permitido criar animais peçonhentos em casa no Brasil. Essa espécie é do sul da Ásia, mas não necessariamente veio de lá porque também se cria essa serpente nos Estados Unidos.”

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Kathleen disse que o brasiliense picado teve sorte pelo fato de que o Instituto Butantan cria a naja para fins de estudos e tem soros prontos em caso de funcionários serem envenenados pela espécie. Ela disse que enviou para a capital federal metade dos estoques do soro contra o veneno da cobra.

Sobre os efeitos da picada, Kathleen diz que a ação é neurotóxica. “Quem for picado pela naja vai sentir fraqueza e não vai conseguir abrir os olhos. O principal efeito é no diafragma, por isso o rapaz foi entubado, com dificuldade de respirar.”