Estudante picado por cobra naja no Distrito Federal recebe alta

Caso seja comprovado que a cobra veio para o Brasil de forma irregular, Pedro Lehmkul pode responder por crime de tráfico de animais silvestres

Da CNN, em São Paulo
13 de julho de 2020 às 14:54

O estudante de veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, que foi picado por uma cobra naja no Distrito Federal, recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Maria Auxiliadora, no Gama. O pai dele disse à CNN que o estudante está terminando uma bateria de exames e que ele não precisará amputar o braço que foi mordido pela cobra.

A Polícia Civil do DF abriu uma investigação para apurar o caso. Na sexta-feira (10), a polícia ouviu quatro colegas do estudante, entre eles o que ajudou Pedro a esconder o animal. O auditor fiscal do Instituto Brasília Ambiental, que registrou a ocorrência, disse que não foi encontrado no órgão registro da cobra em nome do estudante.

 

Assista e leia também:

Polícia do DF encontra outra cobra ligada ao caso do estudante picado por naja

Cobra naja achada no DF pode ter sido contrabandeada, diz pesquisadora

Em nota, o Ibama informou que acompanha o caso e que o estudante não tinha permissão para manter o animal em ambiente doméstico. A cobra está agora em posse do zoológico de Brasília.

O estudante pode responder por crime ambiental e por tráfico de animais, caso se verifique que a cobra — que não é nativa do Brasil — tem origem irregular. Ele e o amigo que escondeu a cobra foram multados pelo Ibama em R$ 2 mil cada.

(Edição: Leonardo Lellis)