Prefeitura do Rio volta atrás e decide reavaliar loteamento em praias

Em nota, a prefeitura afirmou que não tem condições de fiscalizar todas as praias

Isabelle Resende Da CNN, no Rio de Janeiro
13 de agosto de 2020 às 18:47 | Atualizado 13 de agosto de 2020 às 20:05

Após muita controvérsia e críticas de especialistas, a Prefeitura do Rio voltou atrás e está reavaliando a proposta de demarcação nas areias das praias por reserva de espaço em aplicativos. A ideia havia sido anunciada no início dessa semana, pelo superintendente da Vigilância Sanitária, Flávio Graça, durante uma transmissão ao vivo pela internet.

Inicialmente, a proposta seria limitar o número de pessoas da mesma família por quadrantes e a reserva dos espaços seria feita por aplicativo. Uma parte seria destinada para reserva feita com antecedência e uma outra parte por ordem de chegada. Um dos pontos polêmicos sugeridos pela prefeitura é o aluguel dos quadrantes.

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O projeto piloto seria implementado na praia de Copacabana. Pelo menos, três empresas manifestaram interesse em firmar parcerias com o município tanto no desenvolvimento do aplicativo quanto na gestão dos espaços. O sindicato dos trabalhadores das praias do Rio, o Sinperj, também propôs que a gestão fosse pelos próprios comerciantes de barracas ao longo dos 34 km de praia.

Em nota, a prefeitura afirmou que não tem condições de fiscalizar todas as praias e que, por isso, estuda a melhor forma de evitar aglomerações. Nesta fase, a quinta e penúltima etapa de flexibilização, já está autorizado a prática das atividades esportivas no mar e na areia, mas a permanência dos banhistas na areia ainda está proibida.

Em junho, o prefeito do Rio Marcelo Crivella chegou a dizer que a liberação total das praias só seria possível com a vacinação em massa da população. Entretanto, questionada sobre a mudança de opinião, ele disse que era uma utopia e a realidade é que as praias já estão sendo ocupadas.

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Foto: CNN (3.ago.2020)