Rio de Janeiro investiga possível caso de reinfecção de Covid-19

Caso é de uma paciente de 39 anos, moradora de Volta Redonda, que havia se contaminado em maio

Da CNN
27 de agosto de 2020 às 15:02

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro investiga um possível caso de reinfecção pelo novo coronavírus. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (27), pela Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental do estado. O caso é de uma paciente de 39 anos, moradora de Volta Redonda. Ela trabalha na capital e em Angra dos Reis e teria se infectado pela primeira vez em maio e, novamente, em agosto.

Em entrevista à CNN, na tarde desta quinta-feira (27), Alex Bousquet, Secretário Estadual de Saúde, afirmou que o caso está sendo acompanhado pelo governo federal e que não há motivo para preocupação, uma vez que, o possível caso de reinfecção não interferiu no planejamento da cidade contra a doença

"Este é um caso que está sendo acompanhado em conjunto com o município e o governo federal. Ele não nos causa preocupação em relação à saúde pública. Não tem nenhum tipo de interferência em relação ao andamento da pesquisa sobre a vacina. E não é tão fácil a gente conseguir provar a reinfecção porque é necessário uma série de relações que não conseguimos fazer de imediato", explicou ele.

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Em entrevista à CNN, na manhã desta quinta-feira (27), Alex Bousquet, Secretário Estadual de Saúde do Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/CNN

"Mas a população não precisa se preocupar porque a vacina que está sendo desenvolvida ela não muda em nada se a pessoa tiver ou não a reinfecção. A vacina seguirá o mesmo planejamento que está feito. Para a população, nada muda. Apenas muda para o nosso entendimento em relação ao comportamento do vírus e da pandemia", acrescentou.

Ele argumentou ainda que o estado não vive uma segunda onda, após registrar aumento de registro de."O aumento não é devido à reabertura. O que nós temos vistos é o aumento no número de notificações. São casos antigos, positivos ou não, que estão sendo notificados agora. Buscamos relacionar a notificação do caso e do óbito com a data de início de sintoma ou com a data real de ocorrência do óbito. Quando avaliamos, temos uma queda sustentada desde a primeira semana de maio. Nós não estamos vivendo uma segunda onda."

(Edição: Leonardo Lellis)