SP contrata 1 mil psicólogos para volta às aulas nas escolas do estado


Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
02 de setembro de 2020 às 13:13 | Atualizado 02 de setembro de 2020 às 15:03
O governador de São Paulo, João Doria, em seu retorno às coletivas

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou que 1 mil psicólogos atenderão alunos, professores e servidores do estado a partir de novembro

Foto: Reprodução/ Governo de SP/ YouTube

O governo de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (2) o programa "Psicólogos da Educação", por meio do qual foram contratados 1 mil profissionais para atuarem na rede estadual de ensino.

"Uma licitação foi feita pela secretaria da Educação para a contratação desses psicólogos, que atenderão 3,5 milhões de estudantes e 250 mil professores e servidores no estado de São Paulo", disse o governador João Doria (PSDB) em coletiva no Palácio dos Bandeirantes.

As aulas no estado podem retornar a partir do dia 8 de setembro, mas os psicólogos só começarão os atendimentos em novembro.

"Já a partir de novembro, esses psicólogos trabalharão na rede pública de ensino. Os atendimentos serão feitos inicialmente por videoconferência, como determina recomendação do Centro de Contingência da Covid-19", completou o governador.

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Doria disse ainda que o suporte de psicólogos era uma demanda histórica, mas se tornou ainda mais necessária diante da pandemia do novo coronavírus. 

"Finalizo lembrando que pesquisas demonstram que 75% dos alunos e 50% do professores tiveram alterações emocionais causadas pela pandemia."

Ao detalhar o programa, o secretário da Educação de SP, Rossieli Soares, afirmou que desde o período anterior à pandemia a ansiedade era um dos fatores que mais afetava os educadores – 28% deles afirmava sofrer ou já ter sofrido depressão.

"Então precisamos, cada vez mais, olhar para política de apoio à saúde mental não só durante a pandemia, mas também pós-pandemia. Estamos falando de uma política que vem para ficar", disse Soares.

O secretário afirmou que entre as funções que os psicólogos poderão desenvolver estão o auxílio na formação e orientação a profissionais e alunos.

"Apoiar a resolução de conflitos, a própria promoção da justiça restaurativa, tão importante no contexto da escola, ajudar a orientar nossos profissionais sobre sinais de traumas, abusos, ansiedade, depressão, bullying e como que nós trabalhamos com isso."