Manter escolas fechadas durante reabertura será prejudicial, diz especialista


Da CNN
08 de setembro de 2020 às 12:38

Em entrevista à CNN, o professor da Universidade de São Paulo (USP) e especialista educação Mozart Ramos afirmou, nesta terça-feira (8), que haverá prejuízo em manter escolas fechadas enquanto outros setores já estão em atividade mesmo sem a comprovação de uma vacina eficiente contra a Covid-19.

"Deixarmos nossas crianças e jovens fora da escola em um momento em que todos os setores produtivos estão voltando às atividades, inclusive praias e shoppings, vai causar enormes prejuízos sociais e emocionais, de médio e longo prazo, para as nossas crianças", completou.

A partir de hoje, escolas de pelo menos 128 municípios do estado de São Paulo poderão reabrir parcialmente para atividades de reforço e orientação. "Se as condições sanitárias permitirem, que a gente retome as atividades presenciais, de forma gradativa e segura", argumentou Ramos. "Entendo que esse é o momento e o caminho que o país deve trilhar agora".

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Mozart Ramos, professor da USP e especialista em Educação, fala à CNN

Mozart Ramos, professor da USP e especialista em Educação, fala à CNN sobre retomada das aulas em São Paulo

Foto: CNN (8.set.2020)

Ramos ainda defendeu que não há que se falar em "ano perdido" na educação. "As atividades não presenciais estão acontecendo. O que estamos falando agora é em integrar as atividades não presenciais às presenciais", destacou.

À CNN, o secretário municipal de Educação de São Paulo, Bruno Caetano, afirmou que a prefeitura da capital paulista não autorizou o retorno às aulas presenciais por ainda não ser seguro.

Segundo Caetano, a prefeitura da cidade aguarda um inquérito sorológico que será concluído no dia 20 deste mês para permitir as aulas presenciais nas instituições públicas e privadas. “A partir daí tomaremos a decisão para garantir segurança aos educadores, às famílias e à sociedade”, disse.

São Paulo continua sendo o estado com o maior número de casos confirmados no Brasil: 857.330 mil diagnósticos e 31.377 mil mortes pela doença até essa segunda-feira (7).

(Edição: Leonardo Lellis)