Flordelis pede apoio à bancada feminina para não ser cassada antes de julgamento

Deputada participou de reunião virtual da Secretaria da Mulher da Câmara que discutia a violência contra a mulher na política

Noeli Menezes Da CNN, em Brasília
18 de setembro de 2020 às 18:08

A deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de mandar matar o marido, o pastor Anderson do Carmo, afirmou nesta sexta-feira (18) que está sendo alvo de “perseguição política” e pediu apoio à bancada feminina da Câmara para não ter o mandato cassado.

“Eu quero o direito de continuar a legislar enquanto eu não for julgada e isso tudo se esclarecer”, disse durante uma reunião virtual da Secretaria da Mulher da Câmara que discutia a violência contra a mulher na política.

“Querem tirar o meu direito de parlamentar, querem cassar o meu mandato. Querem cassar meu direito de ir e vir, de ser parlamentar. Queria pedir o apoio das mulheres agora”, continuou. “Eu vou conseguir provar minha inocência, eu sou inocente.”

A Justiça do Rio de Janeiro determinou nesta sexta-feira (18) que a deputada seja monitorada por tornozeleira eletrônica e fique em recolhimento domiciliar das 23h às 6h. 

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Ela e os filhos são réus em processo sobre o assassinato do pastor na garagem de sua casa em Niterói, em junho do ano passado. Apesar de ser acusada pelo Ministério Público de ser a mandante do crime, Flordelis não foi presa por causa da imunidade parlamentar.

Segundo a deputada, a acusação tem motivação política, “por ser deputada federal, por ter sido eleita com quase 200 mil votos”. “Eu tenho certeza de que a perseguição é política.”

Ela alegou ainda que processo “andou em sigilo absoluto”. “Eu não tinha acesso. Passei a ter acesso apenas há uma semana. E quem tinha acesso pode ver claramente que as acusações não têm nada a ver, são absurdas.”

O caso da deputada está em análise pela Corregedoria da Câmara. Flordelis apresentou sua defesa por escrito na quarta-feira (16). Agora, o corregedor da Casa, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), tem até 45 dias úteis para apresentar seu parecer. 

O relatório, então, será analisado pela Mesa Diretora, que vai decidir se remete o caso ao Conselho de Ética para abertura de processo que pode resultar na cassação do mandato da parlamentar.