Defesa de Flordelis pede que STF derrube uso de tornozeleira da parlamentar

Pedido está nas mãos do ministro Luiz Fux, presidente da corte; deputada é acusada pela morte do pastor Anderson do Carmo

Tainá Farfan, Gabriela Coelho e Marcos Amorozo, da CNN, em Brasília
23 de setembro de 2020 às 13:43 | Atualizado 23 de setembro de 2020 às 14:33

A defesa da deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ) entrou com um pedido de habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) na noite dessa terça-feira (22) para tentar impedir que a parlamentar seja monitorada por tornozeleira eletrônica. O pedido está nas mãos do ministro Luiz Fux, presidente da corte.

No documento, a defesa alega que foi imputado à parlamentar uma série de crimes, com “extraordinária divulgação pela mídia e órgãos de imprensa com versões diferenciadas, mas sempre com a preocupação exclusiva de trazer para a pessoa da acusada o protagonismo pela morte do pastor Anderson do Carmo, com a manipulação de depoimentos e indícios”.

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Após intimação, Flordelis não coloca tornozeleira eletrônica

“É notória a perseguição por parte da opinião pública, que em virtude do exaustivo assédio da imprensa em publicar o que quer que seja, já levou ao conhecimento popular fatos íntimos e pessoais da Parlamentar como de se utilizar de perucas, ilações de que a vítima foi filho adotivo, depois virou genro e depois marido; que a parlamentar frequentava casas de trocas de casais, nada apurado e como se qualquer fato desses, mesmo se verdade fosse, em nada tem com o fato apurado, deixando evidente a tentativa de destruição da imagem pública através de enxovalhamento, humilhação e descrédito”, afirma a defesa no documento.

Na semana passada, a juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3° Vara Criminal de Niterói, determinou monitoramento "urgente" e que a pastora se recolha em casa entre 23h e 6h. Na segunda-feira (21), a deputada Flordelis não compareceu ao Núcleo Magarinos Torres, da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, para colocar a tornozeleira eletrônica.

De acordo com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro, a deputada tem o prazo de cinco dias para instalar a tornozeleira eletrônica, contados a partir de segunda-feira. A defesa de Flordelis confirmou à CNN que a deputada ainda não recebeu a intimação para o uso da tornozeleira eletrônica e que também protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.