Pantanal tem segundo pior outubro de queimadas em toda a história


Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo
15 de outubro de 2020 às 09:54 | Atualizado 15 de outubro de 2020 às 13:11

O Pantanal registrou até o dia 14 de outubro 20.795 focos de queimadas. Apenas no mês, foram 2.536 - número maior do que os 2.430 pontos de calor detectados em outubro inteiro de 2019.

Os dados são disponibilizados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e mostram os focos de calor detectados pelos satélites da organização diariamente.

Quando comparado com os primeiros 14 dias de outubro de 2019, quando o bioma teve 388 focos de incêndio, o aumento em 2020 é de mais de 553,6%.

Leia também:
Gado no Pantanal poderia ajudar combate a incêndio, diz Xico Graziano
Tratamento com pele de tilápia é usado em animais feridos no Pantanal

De janeiro ao dia 14 de outubro, 2019 teve 6.440 focos. Neste ano, o Pantanal teve 222,9% mais queimadas com os 20.795 registrados. Em relação ao ano completo de 2019, que acumulou 10.025 pontos de calor, o aumento em 2020 é de 107,4%.

Até então, o ano com mais queimadas no bioma que se estende no Mato Grosso e Mato Grosso do Sul foi 2005, que contabilizou 12.536 focos de incêndio detectados pelo Inpe. Em relação a 2020, foi registrado o aumento de 65,8%.

De 2019 para este ano, também ocorreu o aumento na média diária registrada entre os primeiros 14 dias de outubro. No ano passado, a média era de 27,7 focos de incêndio por dia, enquanto 2020 houve o aumento de 553,79%, passando para 181,1 focos/dia. 

Caso a média seja mantida, é possível que outubro de 2020 também seja o pior na comparação histórica para o mês. Até o momento, o outubro com mais queimadas para o Inpe é o registrado em 2002, que teve 2.761 focos de incêndio.