Caso João Alberto: Polícia indicia 6 pessoas por morte em supermercado no RS

Homem foi espancado por seguranças até a morte no Carrefour de Porto Alegre, em 19 de novembro

Da CNN, em São Paulo
11 de dezembro de 2020 às 11:01 | Atualizado 11 de dezembro de 2020 às 11:07


A Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu o inquérito sobre a morte de João Alberto Freitas, espancado por dois seguranças do supermercado Carrefour em Porto Alegre. Seis pessoas serão indiciadas pelo crime e vão responder por homicídio triplamente qualificado.

Quatro seguranças flagrados pelos vídeos agredindo e dois fiscais que, na avaliação da polícia, poderiam ter interferido, evitando a morte, foram indiciados. A polícia diz que não identificou um racismo direto ou injúria racial, encaixando em motivo torpe um preconceito em relação à condição socioeconômica e racismo estrutural.

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Cena de espancamento em unidade do Carrefour em Porto Alegre
A cena, em que dois homens brancos agridem a vítima, foi filmada e está circulando nas redes sociais
Foto: Reprodução / Redes sociais

A delegada Roberta Bertoldo explicou a decisão. "Já que não há testemunhas que digam o que foi falado ou gestos que foram feitos, não temos como afirmar que alguma ofensa relacionada à cor de João Alberto foi falada naquele momento. Mas podemos considerar, sem dúvida nenhuma, que está arraigado o racismo estrutural".

No dia 19 de novembro, véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, foi espancado e morto em um supermercado no bairro Passo D'Areia, na zona norte de Porto Alegre. O corpo foi sepultado no cemitério municipal São João, no bairro Higienópolis, também na zona norte da capital gaúcha, no dia 21.

(Com informações de Bruna Ostermann, da CNN, de Porto Alegre) (Publicado por: André Rigue)