Réveillon do Rio terá restrição de transporte público para evitar aglomerações

A medida vale não só para os ônibus, mas também para o metrô (entre a Central do Brasil e a Barra da Tijuca), táxis e carros de aplicativos

Isabelle Resende e Isabelle Saleme, da CNN, no Rio de Janeiro
24 de dezembro de 2020 às 07:44
Queima de fogos na praia de Copacabana no Réveillon de 2019
Foto: Gabriel Monteiro - 1.jan.2019/ Secom/ Agência Brasil

A partir das oito horas da noite do dia 31 de dezembro será proibida a circulação de transporte público para acesso aos bairros de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, e Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

A medida vale não só para os ônibus, mas também para o metrô (entre a Central do Brasil e a Barra da Tijuca), táxis e carros de aplicativos. Barreiras de fiscalização serão montadas nos limites da cidade para impedir o acesso de ônibus e vans de fretamento com destino à orla. 

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O estacionamento próximo ao mar também será proibido durante todo o último dia de 2020. Além disso, os quiosques vão poder funcionar, desde que sem venda de ingressos, shows, instrumentos sonoros e sem os comuns “cercadinhos”. 

As medidas da prefeitura visam desestimular as aglomerações durante o Réveillon e foram discutidas entre o prefeito em exercício, Jorge Felipe, e o governador em exercício Cláudio Castro, no Palácio Guanabara. Os detalhes do plano operacional sobre as medidas de restrição para o Reveillon serão apresentados na próxima segunda-feira (28), no Palácio da Cidade.

Jorge Felipe disse, em nota, que está buscando a preservação da vida e da saúde. E que espera encontrar por parte da população a solidariedade, o empenho e a responsabilidade necessária para que o aumento do contágio da doença, na cidade, seja evitado. 

O motivo para o endurecimento das medidas é o avanço de casos de contaminação da Covid-19. Dos 414 mil casos da doença no estado, 158 mil foram na capital. Os números são do último boletim da Secretaria Estadual de Saúde, que registrou também 24.773 nortes em território fluminense.

O secretário municipal de Saúde, Jorge Darze, que recém assumiu o cargo, defende medidas mais duras para diminuir a circulação de pessoas no Rio de Janeiro. Darze fez um apelo para que o prefeito em exercício coloque em prática as orientações do Comitê Científico da prefeitura, que sugeriu medidas mais duras de isolamento no começo de dezembro.

Entre elas o fechamento de praias, a limitação do horário de funcionamento de bares e restaurantes até às 22h e o escalonamento no horário de atividades de trabalho, para evitar superlotação do transporte público.