Covid-19: Polícia apura possível fake news de venda de vacina em camelô no RJ


Lucas Janone e Maria Mazzei, da CNN, no Rio de Janeiro
23 de dezembro de 2020 às 14:10 | Atualizado 23 de dezembro de 2020 às 14:26
Vacina falsa
Foto de suposta vacina vendida por camelô circulou nas redes sociais
Foto: Reprodução/redes sociais 

A Polícia Civil do Rio de Janeiro instaurou inquérito, nesta quarta-feira (23), para apurar um possível fake news sobre a venda de vacinas falsas contra o novo coronavírus em camelôs de Madureira, bairro da Zona Norte da capital. Uma foto da vacina anunciando a venda do imunizante por R$ 50 viralizou nas redes sociais. Na postagem ainda existe a cobrança de mais R$ 10, caso o “cliente” opte pela aplicação da vacina. A Polícia Federal recebeu denúncias do caso e informou que: “A princípio, diligências iniciais apontam para fake news. Sem indícios, até aqui, de materialidade”.

Há dois dias a CNN vem apurando a suposta comercialização da vacina. A produção circulou pelo camelódromo – como é conhecida a região - de Madureira e conversou com ambulantes. Todos negam e afirmam se tratar de fake news. A associação de moradores do bairro afirmou à CNN ser um caso de fake news.

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Policiais Militares do batalhão da região fizeram uma varredura entre os ambulantes e não localizaram nenhuma embalagem da suposta vacina contra coronavirus. Nesta quarta (23), pela manhã, agentes da Polícia Civil também realizaram buscas com o intuito de apreender a mercadoria, mas nada foi localizado.

Nesta quarta, jornalistas que trabalham com checagem de fake news postaram no Twitter que a foto do imunizante - supostamente vendido em Madureira – foi tirada em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos, durante um evento de vacinação realizado pela empresa Palms Sports. A CNN fez contato com a empresa e aguarda resposta sobre a realização do evento.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também apura o caso. Em nota, o órgão ressaltou que a comercialização ou aplicação de vacina contra o novo coronavírus no Brasil é uma atividade irregular, já que nenhum imunizante foi aprovado ainda.