Fim de isenção de medicamentos é desnecessário, diz presidente do Sindhosp

Governo de São Paulo decidiu acabar com a isenção de ICMS de remédios e produtos hospitalares. Entidades do setor alertam para aumento de até 18% dos preços

Da CNN, em São Paulo
31 de dezembro de 2020 às 17:49 | Atualizado 31 de dezembro de 2020 às 18:18


O governo do estado de São Paulo decidiu acabar com a isenção de ICMS para o setor de saúde a partir de janeiro de 2021. Entidades da área contestam a decisão, e afirmam que o ajuste fiscal vai causar aumento de 18% no preço de medicamentos para câncer, Aids e gripe, além de encarecer equipamentos hospitalares.

O governo paulista visa ganhar R$ 7 bilhões com a medida para manter serviços públicos e ampliação da capacidade de investimento do estado. Porém, para Francisco Balestrin, presidente do Sindhosp (Sindicato dos Hospitais, Clínicas, Laboratórios e Demais Estabelecimentos de Saúde de São Paulo), a medida chega em momento inoportuno.

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“Faz 20 anos que esses produtos não têm isenção nacional. O governo de São Paulo está se antecipando e buscando recursos nas mais variadas áreas. A expectativa que temos é que os reajustes tirem da economia um valor em torno de R$ 1,5 bilhão. O momento é desnecessário para isso,” disse Balestrim em entrevista à CNN nesta terça-feira (29).

(Publicado por Daniel Fernandes)