Jovens são mais afetados por efeitos do distanciamento social, mostra estudo

O psiquiatra Vitor Calegaro explicou também que os efeitos na saúde mental da população foi mais severo no início da quarentena

Da CNN, em São Paulo
31 de dezembro de 2020 às 00:29

Um estudo do psiquiatra e professor da Universidade Federal de Santa Maria, Vitor Calegaro analisou os efeitos da pandemia na saúde mental dos brasileiros. Uma das principais conclusões da pesquisa foi que jovens entre 18 e 30 anos fazem parte do grupo mais afetados pelo isolamento social.

“A juventude é mais vulnerável aos efeitos do distanciamento social em relação proporcional à idade. A faixa etária entre 18 e 30 anos foi a mais afetada pelos efeitos do distanciamento social,” disse Vitor Calegaro em entrevista à CNN.

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O psiquiatra explicou também que os efeitos na saúde mental da população foram mais severos no início da quarentena e que agora busca entender se esse efeito irá se repetir na segunda onda da pandemia.

“O estudo foi feito em quatro etapas, a primeira em abril, outra em agosto, depois em setembro e a próxima e última etapa será em janeiro. Observamos que, no início da pandemia, os sintomas estavam mais altos e de maneira geral isso foi se reduzindo. Agora, com a segunda onda, a próxima etapa em janeiro busca esclarecer se houve aumento dos problemas de saúde mental novamente.”