Mesmo com novos leitos, hospitais do Rio de Janeiro continuam lotados


Isabelle Saleme e Mylena Guedes, da CNN, no Rio de Janeiro
09 de janeiro de 2021 às 09:10 | Atualizado 13 de janeiro de 2021 às 09:00

 

Apesar da abertura de 50 leitos no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, na zona norte, e 20 no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação das unidades da capital fluminense permanece preocupante.

De acordo com o painel da Secretaria Estadual de Saúde, na manhã deste sábado (9), 92% dos leitos de UTI para Covid-19 na rede SUS do município, que inclui unidades municipais, estaduais e federais, estão ocupados. Já os leitos de enfermaria têm ocupação de 87%.

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Leito de UTI no Rio de Janeiro para tratamento de pacientes com Covid-19
Leito de UTI no Rio de Janeiro para tratamento de pacientes com Covid-19
Foto: Divulgação/Prefeitura do Rio


Às 07h30 deste sábado, o Censo Hospitalar, no portal da prefeitura, mostrava que apenas dois leitos de UTI disponíveis para tratamento de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na rede SUS da capital. Ainda de acordo com o sistema, restava somente um leito de enfermaria disponível. O site disponibiliza informações atualizadas, que podem mudar rapidamente.

As unidades particulares também estão cheias. Segundo a Associação de Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ), a ocupação de UTIs para Covid-19 na capital está em 98%, enquanto nos leitos de enfermaria, a taxa é de 89%.

Mas os números de casos não param de crescer por aqui. De acordo com a última atualização, em 24 horas, foram contabilizadas mais 188 mortes pela Covid-19 e 1517 casos confirmados em todo o estado, segundo a Secretaria Estadual de Saúde. Ao todo, são 454.275 infectados e 26.480 mortes desde o início da pandemia. 

O Hospital Ronaldo Gazolla, referência no tratamento de coronavírus, está lotado com a transferência de pacientes do Hospital de Campanha do Riocentro, desmobilizado pela nova gestão da prefeitura.

Os médicos relataram à CNN que todos os profissionais de saúde acabam "flertando com a morte" pelo risco de contaminação e alto nível de estresse na rotina para cuidar dos infectados pelo vírus. Entre outros problemas listados pelos médicos, está a falta de EPis e os atrasos de salário. 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde, afirmou que entende a forte pressão pela qual os profissionais de saúde na linha de frente da Covid-19 estão enfrentando e irá oferecer todo o suporte para a saúde mental dos profissionais e desenvolver ações de assistência.