Lava Jato do RJ prevê oferta de quase R$ 1 bilhão para compra de vacinas

Força-tarefa ainda conta com a venda de imóveis que foram declarados em outros acordos. 

Paula Martini, da CNN, no Rio de Janeiro 
28 de janeiro de 2021 às 15:35 | Atualizado 28 de janeiro de 2021 às 15:47
Força-tarefa pretende usar recursos para compra de imunizantes
Foto: Adriana Toffetti/A7 Press/Estadão Conteúdo (26.jan.2021)

A força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro espera receber, nas próximas semanas, mais R$ 400 milhões de acordos de colaboração firmados com delatores da operação. A ideia dos procuradores é somar essa quantia aos R$ 552 milhões já oferecidos para a compra de vacinas contra a Covid-19

Em comunicado divulgado nesta quinta-feira (28), o Ministério Público Federal informou que há "expectativa de que esses valores aumentem substancialmente nas próximas semanas, em virtude do cumprimento de outras obrigações decorrentes de acordos de colaboração premiada e de leniência já celebrados." 

A CNN apurou que o MPF prevê, por exemplo, a disponibilidade de R$ 150 milhões repatriados de três clientes do “doleiro dos doleiros”, Dario Messer. A força-tarefa ainda conta com a venda de imóveis que foram declarados em outros acordos. 

A CNN também apurou a origem de parte dos R$ 552 milhões já custodiados pela operação. Cerca de R$ 110 milhões estavam em contas do doleiro Dario Messer no Brasil e no exterior. Outros R$ 70 milhões vieram do acordo de colaboração do banqueiro Eduardo Plass. 

Dono do TAG Bank/Panamá, Plass foi autor da delação que levou o empresário Eike Batista à prisão pela segunda vez, em agosto de 2019. 

Já cerca de R$ 20 milhões chegaram às mãos do MPF através da colaboração dos irmãos Roberto Stern e Ronaldo Stern, respectivamente presidente e vice-presidente da H Stern, uma das maiores joalherias do Brasil. 

Também estão no cálculo valores apreendidos de empresários e empresas que integravam o esquema de corrupção na secretaria da Saúde durante a gestão do ex-governador Sergio Cabral.