Brasil é o único país que está há 41 semanas sem aula, diz sindicato

'Desde agosto, estamos preparados para voltar', afirma presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino

Da CNN, em São Paulo
29 de janeiro de 2021 às 15:28 | Atualizado 29 de janeiro de 2021 às 15:41


As escolas particulares de São Paulo já poderiam estar recebendo os alunos desde o segundo semestre do ano passado com segurança, afirmou o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do estado (SIEEESP), Benjamin Ribeiro da Silva, em entrevista à CNN nesta sexta-feira (29) - dia em que o governo estadual recorre contra uma liminar que suspende a volta às aulas em fevereiro.

"O Brasil é o único país do mundo que está há 41 semanas sem aula. Um absurdo. A média mundial foi em torno de 15 a 18 semanas. Quem entende um pouquinho de educação sabe o mal que estamos fazendo. É um crime o que estão fazendo com essas crianças hoje. É muito pior o remédio do que a própria doença.", avalia.

"Desde agosto, estamos preparados para voltar, com protocolo, treinamento de professores, equipamentos, a escola está pronta para receber os alunos. Uma sala de aula é mais segura que um shopping, metrô, praia lotada, bar, restaurante ou rua lotada", exemplifica.

 

Tempos de salas de aula vazias ainda não têm data para acabar
Foto: CNN (23.set.2020)

Silva ressalta que será difícil a readaptação ao ambiente escolar. "As escolas vão ter um trabalho grande no acolhimento. As crianças menores já estão chegando ansiosas, com medo, apavoradas de tantas notícias que ouvem. Estão criando um problema psicológico muito grande para as crianças. Esperamos que a Procuradoria-Geral do Estado consiga rever essa decisão".

Ele acredita que aguardar que todos os professores sejam vacinados não é uma alternativa. "Essa vacinação não vai sair antes do meio do ano. Não estamos conseguindo vacinar no Brasil nem a linha de frente da saúde, muito menos os idosos".

 

(Publicado por Sinara Peixoto)