Escolas que não seguirem protocolos poderão ser fechadas, diz secretário de SP

Justiça autorizou nesta sexta-feira (29) a volta às aulas presenciais no estado

Da CNN, em São Paulo
29 de janeiro de 2021 às 17:48 | Atualizado 29 de janeiro de 2021 às 17:49


O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou nesta sexta-feira (29) a volta das aulas presenciais no estado de São Paulo em fevereiro.

Em entrevista à CNN, Rossieli Soares, secretário de Educação do estado, disse que o governo está feliz com a decisão, que tinham expectativa de que ela viesse, mas afirmou que se alguma instituição não seguir os protocolos sanitários para conter o avanço da pandemia do novo coronavírus, poderá ser fechada. 

"Se uma escola não tiver seguindo os protocolos e tiver descuido e casos transmitidos dentro da escola, poderá ser fechada. A saúde sempre vai estar sempre nos liderando nesse processo", falou Rossieli. 

De acordo com ele, haverá monitoramento de novos casos ou de transmissão dentro da escola, por exemplo. O secretário disse ainda que estão se preparando para a volta às aulas presenciais “constantemente” e que ainda há muito a aprender. 

“Estamos muito felizes com esse passo importante, mas extremamente [em] alerta e obviamente observando agora os próximos passos para que a gente possa continuar trabalhando para ter a volta às aulas. E que essa volta seja realmente segura. Isso não é um trabalho que termina hoje. Estamos muito felizes, mas obviamente já pensando no minuto seguinte e em tudo que a gente precisa continuar fazendo para ter a segurança, a volta às aulas na nossa sociedade”, explicou.

Vacinação

Questionado se existe, após a decisão, a possibilidade de vacinar os profissionais que trabalham nas escolas, Rossieli afirmou que defende essa prioridade, mas lembrou a escassez de imunizantes contra a Covid-19 no país. 

“Para que tenhamos uma vacinação para a segunda parte da prioridade, onde os professores estão, obviamente [precisamos ter] mais vacinas. Não dá para não vacinar primeiro os mais velhos, que são aqueles que podem morrer, inclusive os avós e os pais dos próprios professores e alunos”, disse.

“Espero que o governo federal finalmente comece a providenciar mais vacinas e que a gente consiga imediatamente priorizar os professores.”

Publicado por Guilherme Venaglia