Professores da rede estadual do Rio de Janeiro aprovam 'greve pela vida'

A categoria é contra a volta do trabalho presencial enquanto não houver a vacinação contra Covid-19 e defende a manutenção das atividades remotas

Pauline Almeida, da CNN, no Rio de Janeiro
30 de janeiro de 2021 às 11:03 | Atualizado 30 de janeiro de 2021 às 12:06
Sala de aula com demarcação de distanciamento social no RJ
Foto: Reprodução/CNN Brasil (19.out.2020) 

Professores e outros profissionais da rede estadual de ensino do Rio de Janeiro aprovaram greve pela vida, em assembleia virtual realizada nessa sexta-feira (29). A categoria é contra a volta do trabalho presencial enquanto não houver a vacinação contra Covid-19 e defende a manutenção das atividades remotas.

Quase 500 servidores se inscreveram para participar da assembleia e 289 votaram. A greve pela vida foi aprovada com aprovação de 88,6% dos participantes. O ano letivo deve ser retomado, na rede estadual, no dia 8 de fevereiro, mas somente com atividades virtuais, avaliação diagnóstica e entrega de plano de estudos. 

A volta das aulas presenciais está prevista para o dia 1º de março. Segundo a Secretaria de Estado da Educação, a retomada é para cerca de 10% de alunos que não têm acesso à internet. A confirmação da data depende da avaliação de risco da Covid-19, por meio das bandeiras verde, amarela, laranja e vermelha, divulgadas pela Secretaria de Estado da Saúde. 

O Sindicato dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ) vai reforçar ao governo propostas de alternativas pedagógicas, discutidas com a comunidade escolar. Os trabalhadores cobram que cada unidade tenha autonomia para debater e decidir as opções para o ano letivo. Uma nova assembleia foi marcada para o dia 11 de fevereiro. 

Sobre a aprovação da greve pela vida, a Secretaria de Estado de Educação informou que respeita a decisão da assembleia, mas que entende que o retorno é essencial após um ano de interrupção das aulas, especialmente para estudantes em situação de maior vulnerabilidade social. 

Para evitar novos contágios pelo novo coronavírus, a pasta informou que os profissionais com comorbidades vão ser mantidos apenas nas atividades remotas. Também que as escolas da região metropolitana do Rio devem ter horário alternativo, das 10h às 15h, paraevitar aglomerações no transporte público. 

“Os estudantes poderão ir à escola em sistema de revezamento de dias e turmas, para tirar suas dúvidas e ter acesso a recursos de áudio e vídeo produzidos para este período”, informou em nota.