Contra ‘folia clandestina’, Rio também cancela ponto facultativo no Carnaval

Ideia é evitar o fim de semana prolongado, o que poderia aumentar o número de aglomerações nas ruas

Thayana Araújo, da CNN Rio de Janeiro
01 de fevereiro de 2021 às 13:29
Aglomeração em bloco de Carnaval no Rio de Janeiro. Imagem de arquivo de 28 de fevereiro de 2020
Foto: Saulo Angelo/Thenews2/Estadão Conteúdo

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, resolveu cancelar o ponto facultativo que tinha anunciado para a segunda-feira de Carnaval, no dia 15 de fevereiro. Mas o feriado da terça-feira (16) está mantido.
O anúncio foi antecipado pela equipe de Paes à CNN e publicado oficialmente nesta segunda-feira (1º), no Diário Oficial do Município.

O receio da prefeitura é de que a folia seja realizada de forma clandestina. Segundo a CNN apurou, a medida é para evitar o fim de semana prolongado, com aglomerações nas ruas da cidade.

Outras regiões também fizeram o mesmo: o governador João Doria cancelou o ponto facultativo em todo o estado de São Paulo; Belo Horizonte (MG), Salvador (BA) e Fortaleza (CE) seguiram a mesma linha.

Pelo calendário normal, o Carnaval neste ano estava previsto para acontecer de 13 a 16 de fevereiro (de sábado a terça), mas, por causa da pandemia do coronavírus, os desfiles na Sapucaí e os blocos de rua autorizados haviam sido inicialmente adiados para julho.

Na época, a plenária da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) condicionou a realização dos desfiles à campanha de imunização contra a Covid-19.

Paes descartou a possibilidade de realização do Carnaval em julho no último dia 21.

Em uma sequência de postagens nas redes sociais, o Prefeito ressaltou "ser impossível" preparar a cidade para a festa fora de hora, mesmo com a vacinação em curso.

Segundo ele, com todos vacinados, o Carnaval deve voltar a acontecer em 2022.

No dia 13 de janeiro, uma Lei de autoria do deputado Dionísio Lins (PP), determinava a criação de um Carnaval anual em julho.

O texto foi sancionado pelo governador em exercício, Cláudio Castro.

O evento já tinha até nome: CarnaRio e teria por finalidade "a estimulação do turismo, lazer e, principalmente, o aquecimento da economia, com a criação de postos de empregos e venda de produtos e serviços".