Transporte metropolitano teve queda de 62% após início da fase emergencial em SP

Cerca de 4 milhões de passageiros continuam utilizando a rede de transporte intermunicipal durante a fase emergencial

Weslley Galzo, da CNN, em São Paulo
19 de março de 2021 às 13:24 | Atualizado 19 de março de 2021 às 13:48
Plataforma de estação da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo
Plataforma de estação da Linha 2-Verde do Metrô de São Paulo
Foto: Pedro DuranCNN

A circulação de usuários na rede de transporte público metropolitano caiu 62% na primeira semana em que vigorou a fase emergencial do Plano SP no estado de São Paulo. A informação foi divulgada pelo governo estadual nesta sexta-feira (19).

A fase emergencial é a medida mais restritiva adotada até o momento pela gestão do governo paulista no enfrentamento da pandemia de Covid-19 e entrou em vigor na segunda-feira (15).

A queda refere-se ao número de pessoas que utilizam o transporte coletivo oferecido por Metrô, CPTM e EMTU na Região Metropolitana de São Paulo. Segundo o governo do estado o movimento diário caiu para 3,9 milhões de pessoas, antes da quarentena o transporte público intermunicipal transportava mais de 10 milhões de passageiros por dia.

A determinação da fase emergencial no estado gerou uma queda de mais de 700 mil usuários no sistema de transporte público metropolitano em relação à fase vermelha do Plano SP. 

Apesar da queda de passageiros, o governo do estado mantém 100% da frota de trens do Metrô e da CPTM durante a pandemia. Segundo o vice-governador Rodrigo Garcia, a operação regular do transporte público visa garantir o distanciamento social.

"Isso custa aos cofres públicos, o governo de São Paulo paga pela diferença entre o que é arrecadado e o que é pago no sistema, mas é um custo necessário para que a gente possa estimular o distanciamento social (...) A recomendação do governo é manter o sistema 100% operante", afirmou Rodrigo Garcia. 

O governo também determinou a suspensão da Operação Descida no sistema Anchieta/Imigrantes em direção às cidades da Baixada Santista. "O objetivo é desestimular o aumento do fluxo de veículos rumo às praias nessa fase emergencial", disse o vice-governador Rodrigo Garcia.

"Queremos reafirmar com esse cancelamento da operação descida que quarentena não é férias. Faremos de tudo, com apoio dos prefeitos, para desestimular o deslocamento de pessoas para o litoral de São Paulo e outras cidades turísticas".