Museus do Rio decidem suspender as visitas por três semanas

Instituições afirmam que não podem se omitir diante do “agravamento da crise sanitária”

Pauline Almeida, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro
21 de março de 2021 às 07:48
Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução / Wikipédia

 

Três museus do Rio de Janeiro anunciaram a suspensão do funcionamento, por causa do aumento do número de casos do novo coronavírus. A partir desta segunda-feira (22), o Museu do Amanhã e o Museu de Arte do Rio, na zona portuária da capital, e o Museu de Arte Moderna, na zona sul, vão suspender as visitas por três semanas.

“Entendemos que medidas drásticas de fechamento não deveriam ser atitudes isoladas, mas sim coordenadas pela autoridade pública. Entretanto, como instituições culturais com responsabilidade pública e social, que prezam o conhecimento, a ciência e a vida, não podemos nos omitir de tomar as decisões que nos parecem corretas e necessárias neste grave momento da história do país”, diz o comunicado público assinado pelos gestores dos três museus.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, vai se reunir com o comitê científico nesta segunda-feira para avaliar novas ações de combate à Covid-19. Ele já adiantou que vai adotar regras mais rígidas e estuda o fechamento de várias atividades.

Neste domingo (20), ele se encontra com o governador em exercício, Cláudio Castro, que defende medidas mais brandas, como a redução da capacidade dos estabelecimentos e antecipação de feriados.

Os museus do Amanhã e de Arte Moderna ficaram fechados por cerca de seis meses no ano passado e voltaram a receber visitantes, com adoção de protocolos de segurança, em setembro. Já o Museu de Arte do Rio só reabriu as portas no mês passado. No comunicado conjunto, eles destacam que é “necessário recuar”.

“Nos últimos dias, assistimos à vertiginosa escalada do número de casos da doença e ao iminente colapso do sistema de saúde, tanto público quanto privado, enquanto o programa de imunização segue ao ritmo de conta-gotas, pela conhecida escassez nacional de vacinas. O momento exige coragem e bom senso”, aponta a nota.

Os museus informam que vão seguir com o trabalho remoto, com “criatividade, entusiasmo e compromisso que a arte e a cultura inspiram a todos”. Serão mantidas apenas as atividades presenciais essenciais para a preservação do patrimônio.